18/12/2009

Mais R$ 69 bilhões para a casa própria no ano que vem

Fonte: Jornal da Tarde

Com mais dinheiro disponível para financiamento, maior oferta de imóveis de dois dormitórios (cujos preços são mais acessíveis) e maior concorrência entre os bancos, mercado promete ser ainda mais favorável ao comprador em 2010

(Arte sobre foto de Armando Favaro/AE)
(Arte sobre foto de Armando Favaro/AE)

Quem colocou a compra da casa própria na lista de planos para o Ano Novo tem boas oportunidades de realizar esse sonho em 2010. Além de contar com uma oferta maior de imóveis de dois dormitórios (mais baratos que os de três e quatro quartos, que antes eram maioria entre os lançamentos), os futuros mutuários também poderão dispor de nada menos que R$ 69 bilhões para financiar seus imóveis.

Este é o volume de recursos estimado para o crédito imobiliário em 2010 – um recorde absoluto, se confirmada a expectativa do mercado. O valor representaria um crescimento de 23% em relação à oferta de crédito verificada em 2009 (que pode atingir a marca de R$ 56 bilhões até o fim do ano) e engloba os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Para 2010, o orçamento do FGTS destinado à habitação já foi fixado em R$ 24 bilhões, o mesmo montante reservado para 2009. A verba do Fundo, operada majoritariamente pela Caixa Econômica Federal, pode ser usada para aquisição de imóveis de até R$ 130 mil.

Quem busca um imóvel nesta faixa mas tem renda superior a 10 salários mínimos e, portanto, não pode se valer dos recursos do FGTS, pode ficar tranquilo pois haverá dinheiro de sobra nas linhas de financiamento com recursos da poupança.

Nesta modalidade, disponível também para quem quer algo com valor superior a R$130 mil, a Caixa enfrenta uma concorrência mais forte dos demais bancos. E é justamente neste nicho que a oferta de crédito imobiliário deve apresentar um crescimento mais expressivo no ano que vem.

“Os financiamentos do SBPE devem somar R$ 45 bilhões em 2010”, prevê Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em 2009, a projeção é atingir a marca de R$ 32 bilhões.

A perspectiva de crescimento de 5% da economia brasileira em 2010, a retomada da geração de empregos, o aumento da renda e a alta confiança do consumidor no futuro embasam, em boa medida, a previsão feita pelo presidente da Abecip. Mas França também se ancora no apetite dos bancos para justificar sua estimativa. “O crédito imobiliário é uma das modalidades mais atrativas para as instituições financeiras hoje em dia, por ter o imóvel como garantia do financiamento, baixa inadimplência e ser uma importante ferramenta de fidelização do cliente a longo prazo”, afirma.

GANHA O COMPRADOR – Com o crédito imobiliário no radar dos bancos, quem se beneficia é o consumidor. “A disputa pelo cliente vai ficar mais acirrada, o que pode fazer com que os bancos pratiquem taxas menores ou facilitem o acesso ao crédito”, avalia Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Mas ainda que a maior expansão do crédito venha a ocorrer entre os financiamentos com recursos da poupança, destinados à compra de imóveis que custem mais de R$ 130 mil, isso não significa que vá faltar dinheiro para quem quiser adquirir uma casa mais barata.

Os R$ 24 bilhões previstos no orçamento do FGTS para 2010 devem ser mais do que suficientes para atender a demanda.

Em 2009, quando foram orçados os mesmos R$ 24 bilhões, a Caixa havia emprestado apenas R$ 14,9 bilhões até 30 de novembro.

Para 2010, a expectativa é que a procura por este tipo de crédito aumente, em função do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, que subsidia o financiamento de imóveis de até R$ 130 mil. Mas a Caixa Econômica Federal, que opera os recursos, garante que, se necessário, é possível aumentar a verba para o projeto.

AS LINHAS – Financiamentos com recursos do FGTS – Imóveis novos de até R$ 130 mil

Quem quer financiar um imóvel novo neste valor pode participar do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, desde que a renda não ultrapasse 10 salários mínimos.

Para quem ganha de 0 a 3 salários, o valor da prestação vai ser de R$ 50 ou 10% da renda e é preciso se cadastrar na prefeitura para ter acesso ao imóvel.

Já quem ganha de 4 a 10 salários, pode comprar o imóvel direto da construtora. Os juros variam entre 5,12% e 8,47% ao ano.

Financiamentos com recursos do FGTS – Imóveis usados de até R$ 130 mil.

Neste caso, não é possível entrar no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, mas o teto salarial também é de 10 salários mínimos.

Os juros são os mesmos do programa, mas é necessário dar entrada de pelo menos 10% se o financiamento durar mais de 20 anos.

FINANCIAMENTO COM RECURSOS DO SBPE – Imóveis novos e usados, que custem entre R$ 130 mil a R$ 500 mil

É preciso dar entrada de pelo menos 10% do valor do imóvel, os juros partem de 8,9% ao ano e, na maioria dos bancos, o valor da parcela não pode ultrapassar 25% da renda mensal familiar.

Imóveis de valor superior a R$ 500 mil.

Os financiamentos são com recursos livres de mercado


 

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