30/06/2009

Mais tempo para IPI menor

Fonte: Jornal da Tarde

Governo federal prorrogou até 31 de dezembro o desconto na tributação de material de construção, automóveis e eletrodomésticos como fogões e geladeiras

 

(Foto: Stock.hcmlopes)
Governo adotou as desonerações fiscais como medidas de combate à crise (Foto: Stock.hcmlopes)

Quem quer construir ou reformar ganhou um prazo maior para comprar material de construção a preços reduzidos. O governo prorrogou até 31 de dezembro a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre 31 itens dessa categoria – até ontem eram 30, mas os vergalhões de cobre foram incluídos na lista.

Além do material de construção, outros quatro grupos de produtos permanecem com desconto no imposto. Itens da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), automóveis, motocicletas, trigo e derivados continuarão sendo menos tributados até que a economia dê sinais de melhora consistente.

Desde o fim do ano passado, o governo adotou as desonerações fiscais como medidas de combate à crise. A maior parte das reduções deveria acabar no fim de junho. Mas a indústria ganhou fôlego extra.

A avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar a prorrogação do desconto no imposto, foi de que só agora a indústria começa a equalizar seus estoques – que estavam elevados por conta da queda nas vendas. Segundo o ministro, a utilização dos estoques levou a produção industrial a cair fortemente, mas a perspectiva é de que o ritmo seja retomado nos próximos meses. “A indústria vai passar do negativo para o positivo daqui para a frente”, projetou Mantega.

Com relação ao material de construção, a redução do imposto (na maioria dos produtos, a alíquota média de 5% foi zerada) provocou queda de 0,71% nos preços em maio, segundo o IPCA. Embora o desconto do IPI não tenha sido integralmente repassado ao preço final dos produtos, o consumidor aproveitou as reduções para ir às compras. As vendas de material de construção cresceram 4,5% nos meses de abril e maio, ante o mesmo período de 2008.

Para os produtos da linha branca – que agora terão IPI reduzido até 31 de outubro – o efeito da desoneração foi maior. A queda de preços chegou a 2,58%, pelo IPCA. Com os descontos, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) afirma que em maio de 2009 as vendas foram 20% maiores que as do mesmo período de 2008.

VOLTA GRADUAL – A boa notícia chegou também para o setor automotivo. O IPI reduzido para veículos, que vale desde janeiro, foi prorrogado novamente – desta vez, até 30 de setembro. Depois, a indústria automobilística ainda vai ganhar nova trégua: o tributo voltará gradativamente. Em outubro, a alíquota dos carros 1.0 passará de zero para 1,5%; em novembro para 3%; em dezembro, 5%. A alíquota só voltará a 7% em janeiro.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse que a manutenção do IPI reduzido deve levar a entidade a revisar para cima as projeções de vendas em 2009. Mas não quis fixar um número. Em maio, as vendas já superaram as do mesmo período de 2008: foram comercializados 247 mil veículos, crescimento de 2,1%.

No caso das motos, a isenção do PIS/Cofins permanece até setembro. O trigo, a farinha de trigo e os pães ganharam mais tempo ainda: a desoneração vai até dezembro de 2010.

Tags: IPI

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