30/06/2010

Materiais de construção importados: preços podem ser convidativos, mas é preciso tomar cuidados

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Com o câmbio favorável às importações, cresce bastante a oferta de produtos chineses (Foto: Divulgação)

Com o câmbio favorável às importações, cresceu bastante a oferta de materiais de construção e acessórios de decoração vindos de outros países, especialmente da China. Muitas vezes, os preços são mais convidativos. Mas, antes de optar por um produto importado, é preciso ter alguns cuidados, como checar se ele está em conformidade técnica com os padrões brasileiros, evitando assim que seu desempenho seja inferior ao esperado, e certificar-se de que o importador garantirá a troca do produto em caso de defeito.

Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), afirma que a própria indústria de construção está importando muitos materiais, inclusive como uma forma de testar a aceitação do consumidor e, consequentemente, certificar-se de que vale a pena ou não começar a produzir itens similares no país:

“Frente ao todo do mercado brasileiro de construção, os importados ainda configuram apenas 1,5% da oferta. Mas significam uma complementação da oferta e um teste de mercado, tendendo a aumentar sua representatividade”, afirma Conz, lembrando que todo produto importado, quando passa a levar o rótulo do revendedor brasileiro, tem que portar um selo que indique sua procedência.

Conz frisa que, apesar de o Código de Defesa do Consumidor garantir a troca em caso de o produto apresentar defeito, é importante comprar numa loja de boa procedência, para evitar transtornos:

“Deve-se observar se o produto atende às exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O consumidor deve pesquisar preços, exigir a nota fiscal e dar preferência para empresas em que ele tenha confiança.”

O Código de Defesa do Consumidor diz que “o importador é tão responsável pelo produto quanto qualquer fabricante nacional, devendo prestar assistência técnica, garantir a oferta de componentes e peças de reposição, sendo co-responsável também pela qualidade e por eventuais problemas de consumo”.

As grandes redes de produtos para construção estão ampliando cada vez mais a lista de itens importados. Na Leroy Merlin, 16% dos cerca de 65 mil itens à venda são trazidos de fora. A empresa informou que se responsabiliza pela troca caso a mercadoria apresente problemas. Marcos Lima, diretor da Central de Compras e Cadeia de Suplementos da rede, afirma que a intenção é ampliar ainda mais o número de itens vindos de outros países:

“Temos muitos produtos fabricados em Índia, Vietnã, China e Europa como um todo, como utensílios de cozinha, utilidades domésticas, lâmpadas e porcelanatos. Temos profissionais responsáveis por essa seleção, que constantemente visitam feiras internacionais do setor.”

Mauro Florio, diretor de marketing da C&C Casa e Construção, ressalta que dispor de uma gama maior de produtos é vantagem para o cliente, que tem acesso a preços mais baixos. A China, diz ele, vem oferecendo produtos diversificados, como ferramentas, itens de iluminação e decoração e utensílios domésticos.

“A ideia que se tem de que a China só produz itens de má qualidade é equivocada. O país oferece, por exemplo, porcelanatos de altíssima qualidade. Hoje temos cerca de 500 itens vindos de outros países. E fazemos testes de qualidade antes de importar, por isso sabemos que o cliente não terá aborrecimentos”, frisa.

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