14/09/2007

Mercado aquecido e concorrido

Fonte: Jornal da Tarde

Cidade do ABCD também tem procura maior do que a oferta, a exemplo do setor de locações na Capital

Robson Fernandejes/AEZap o especialista em imóveisVista da cidade de São Bernardo da praça de esportes radicais, ao lado do Paço Municipal, no Centro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No panorama geral de falta de ofertas de imóveis para alugar ante a enorme procura, o mercado de locação da cidade de São Bernardo não foge à regra. Os imóveis padrão – dois dormitórios e valor médio de R$ 600 – são os mais difíceis de serem encontrados. Uma realidade que, segundo os corretores de imóveis da região, vale para a maioria dos bairros da cidade e só tem se agravado nos últimos anos.

“A oferta está menor que a procura há muito tempo, mas, de dois anos para cá, principalmente no mercado residencial, elas tem diminuído ainda mais”, relata a gerente de locação da imobiliária Pinotti, Aparecida de Lourdes Nogueira. Segundo ela, as unidades de dois dormitórios com duas vagas na garagem, as mais procuradas, principalmente por famílias com até cinco membros e renda mensal média de R$1,5 mil, são as que mais estão em falta.

“A procura menor por um imóvel padrão é enorme. De cada 50 clientes cadastrados com a gente que procura por esse perfil, eu consigo atender a um”, relata Aparecida. Ela afirma ainda que a carência é mais problemática nos bairros próximos ao Centro de São Bernardo. Destacam-se entre os mais cobiçados o Jardim do Mar, Santa Teresinha, Baeta Neves, Nova Petrópolis e Assunção.

Outro bairro bastante procurado para locação é o Rudge Ramos, onde as unidades são destinadas aos universitários que chegam de outras cidades para estudar no Universidade Metodista de São Paulo, uma das mais conceituadas da cidade, assim como a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), que aquece em menor escala as locações no bairro Assunção.

Assim como ocorre no mercado de locação da Capital, quem tem interesse em alugar um imóvel na faixa de R$ 600 deve recorrer aos bairros mais afastados. “Tem oferta nas regiões periféricas. Mas, como alguns desses locais são muito distantes do Centro, quase não há procura”, afirma a corretora de imóveis da Pinotti.

Enquanto os imóveis de dois dormitórios são alugados “na semana”, conta Aparecida, aqueles maiores, com três dormitórios e aluguel na faixa de R$ 900, que poderiam suprir parte da demanda, acabam sendo ofertados apenas para o setor comercial. “Os locadores acabam preferindo locar para o comércio para pedir mais, supervalorizando o aluguel. Acham que vão ter retorno maior, mas, como tem muita opção nesse mercado, eles acabam sobrando”, diz.

Segundo a consultora imobiliária da Gomes, Maria Moreno, a procura é sempre maior por casas sobrados. “São poucos aqueles que procuram por apartamentos em virtude do condomínio”, conta. Embora o mercado de locação da cidade esteja carente de ofertas, a especialista não acredita em crise. “Nunca tivemos crise aqui. O mercado de locação sempre esteve em evidência, principalmente nos meses de férias escolares, que é quando mais se aluga”, diz.

 

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