30/12/2007

Mercado bem próximo de seu recorde histórico

Fonte: O Globo

Empresas se tornam agentes de crédito imobiliário

Em mais uma iniciativa com o objetivo de estimular a concessão de crédito imobiliário, este mês a Caixa Econômica fechou parceria, para 2008, com três grandes construtoras – Tenda, MRV e Goldfarb – tornando-as correspondentes negociais da instituição em todo o país. Com isso, as empresas assumem o papel de receber propostas de crédito para aprovação de financiamento, o que antes era papel restrito do banco. E a Caixa adianta: estão sendo negociadas outras parcerias.

A venda dos imóveis também será agilizada com a chamada “adimplência premiada”: o cliente da construtora que não puder fazer a comprovação de renda por meio da documentação exigida pela Caixa terá a opção de provar sua capacidade de pagamento mensal por outros critérios, como a pontualidade no pagamento de parcelas do financiamento pré-chaves feito com a construtora ou no pagamento de aluguel nos 12 meses anteriores.

O contrato com a paulista Goldfarb prevê o financiamento de 12 mil unidades habitacionais para a baixa renda em 2008, totalizando R$1,2 bilhão no ano.

– O acordo deve tornar a aprovação bem mais ágil: a expectativa é reduzir o tempo até a assinatura do contrato de 30 para 15 dias – avalia Milton Goldfarb, presidente da companhia que, em 2006, com a venda de 30% da participação para a PDG, elevou seu total de lançamentos anuais de mil para 2,6 mil unidades; e está fechando este ano com oito mil novas unidades, em volume total de R$700 milhões.

A habitação popular também contará, em 2008, com mais crédito financiado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No último dia 20, o Conselho Curador aprovou um aumento de R$3 bilhões no orçamento para habitação no novo ano. Com os novos recursos, o volume total para financiar moradias populares passou para R$8,4 bilhões (23% acima do total de R$6,8 bilhões aplicado em 2007).

Patrimóvel espera vender seis mil imóveis em 2008

Dentro desta verba, está incluído um novo programa, anunciado em outubro, específico para quem é cotista do fundo, no valor de R$1 bilhão. Serão recursos emprestados dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH): o imóvel tem que custar no máximo R$350 mil, não há limite de renda e o financiamento pode chegar a R$245 mil.

De olho no nicho dos super-econômicos, a Patrimóvel – empresa líder de intermediação imobiliária do Rio, que recentemente foi comprada pela paulistana Lopes Consultoria de Imóveis, maior consultora do país – espera vender acima de seis mil unidades em 2008. Em 2007, a empresa vendeu 4,9 mil imóveis, somando um faturamento de R$1,8 bilhão.

– Já estamos nos preparando para o lançamento de oito empreendimentos voltados para as classes econômicas no primeiro trimestre do ano – adianta o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos.

Apesar de todo o otimismo do setor, o diretor-geral da Abecip, Osvaldo Corrêa Fonseca, faz uma ressalva: em 2008, será preciso aumentar a fonte de recursos para o financiamento da casa própria.

– Só a poupança não será suficiente. Temos que ter um mercado secundário forte. Mas, felizmente, o governo está ajudando nisso – diz.

 

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