29/04/2007

Mercado de revendas se recupera

Fonte: O Estado de S. Paulo

Após dois meses consecutivos de baixa nas vendas, negociações de imóveis usados voltam a crescer na capital

Após dois meses em baixa, as vendas de imóveis usados começam a se recuperar em São Paulo. Segundo pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), com 455 imobiliárias da Capital, o índice as vendas cresceram 1,71% em março.

“A reversão de expectativas traz alento para o mercado, embora fosse esperada porque janeiro e fevereiro tradicionalmente são meses de poucos negócios por causa das férias, festas e do Carnaval”, explicou o presidente da instituição José Augusto Viana Neto. No primeiro mês do ano, as vendas na haviam registrado queda de 3,25% em relação a dezembro e, em fevereiro, redução de 1,73% na comparação com o mês anterior. De acordo com Viana Neto, a expectativa é que o nível do crescimento se mantenha ao longo do ano. Mas não há expectativas de altas significativas, mesmo com a oferta crescente de crédito para a compra da casa própria. “Enquanto os bancos não financiarem 100% do imóvel usado, o mercado de revendas não vai decolar”, afirma.

Hoje, só é possível financiar o valor total do imóvel caso ele seja novo. “É que existe um grupo forte que defende 100% para novos e 80% para usados”, diz. Segundo ele, o principal argumento dos agentes financeiros é que o financiamento de imóveis novos impulsiona mais a produção. “Mas existe uma pesquisa que comprova que a venda de um imóvel usado provoca transações que, na ponta, resultam na compra de um novo”, afirma.

O crédito ainda não é o maior peso nas negociações das revendas. Mais da metade dos contratos firmados em março foram de vendas à vista: 61,82% do total. Segundo pesquisa do Creci, as vendas financiadas por bancos representaram 30,9%. Outros 6,36% foram por meio de parcelamento feito pelos próprios donos dos imóveis e 0,91% por meio de consórcios.

Regiões

Os preços do metro quadrado tiveram alta em 21 regiões e baixa em outras 15. O aumento mais significativo ocorreu nos bairros de Água Rasa e Casa Verde (11,31%) para unidades de padrão médio com tempo de construção entre 8 e 14 anos. O preço do metro quadrado desse tipo de imóvel passou de R$ 1.210,80 em fevereiro para R$ 1.347,70.

A maior queda de preços (9,67%) foi verificada ocorreu nos apartamentos com até sete anos de construção, de padrão médio e localizados nos bairros de Itaim Paulista e Guaianases. O valor médio do metro quadrado dessas propriedades baixou de R$ 1.522,22 para R$ 1.375,00 no período. Os imóveis mais vendidos foram os de até R$ 100 mil e representaram 55,67% do total.

Números

1,71% de crescimento
foi o desempenho registrado em março pelas vendas de imóveis usados na capital paulista, segundo levantamento do Creci-SP

61,82% das vendas
foram negociadas à vista. 30,9% dos contratos foram de financiamento bancário e 6,36% previram parcelamento pelos proprietários

11,31% de aumento
foram registrados nas regiões da Água Rasa e Casa Verde, o maior índice do mês de março

R$ 1.347
foi o preço médio do metro quadrado registrado para unidades localizadas nas regiões que tiveram as maiores altas

 

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