05/03/2018

Mercado imobiliário espera virada em 2018

Recuperação da economia tende a se consolidar e aumentar as vendas de imóveis após longo período de recessão

Fonte: ZAP em Casa

Não se pode dizer o mercado imobiliário saiu do sufoco 2017, mas o ano terminou com uma pequena melhora da economia e um início de recuperação no setor. A expectativa dos especialistas é que 2018 seja o ano da virada, ou seja, aquele que vai consolidar a volta do crescimento econômico do País, com progressivo aumento nas vendas de imóveis.

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O presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flavio Amary, não arrisca um percentual de crescimento, mas diz que, se mantidas as mesmas expectativas nos cenários político e econômico, haverá uma continuidade importante na recuperação econômica brasileira.

Recuperação da economia tende a se consolidar e aumentar as vendas de imóveis após longo período de recessão (Foto: Shutterstock)

“Principalmente com um aumento nas contratações. O nível de emprego é muito importante para melhorar o setor. E o setor melhorando, aumentam os empregos. É uma área retroalimentada. A gente espera um mercado mais forte em 2018, não uma explosão, mas uma recuperação contínua em relação a 2017, que já foi melhor do que 2016”, diz Amary.

Para o representante do Secovi-SP, é certo o crescimento no volume de lançamentos e de vendas, mantendo o perfil padrão do tipo de apartamento mais procurado nos últimos anos: de dois dormitórios e aproximadamente 50 metros quadrados. “Esse deve ser o maior volume de unidades vendidas em números absolutos, terá a maior demanda e, portanto, mais oferta”.

Aos poucos

O vice-presidente Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Odair Senra, afirma que os construtores já estão retomando o fluxo de investimentos. Porém, ele ressalta que erguer edifícios não é tarefa rápida, mas que demanda um tempo razoável.

“O pessoal (os empresários) está procurando para construir, mas existe uma falta de caixa por causa de todos os problemas que ocorreram, então as aquisições (de terrenos) são menos rápidas. Os recursos bancários não estão escassos, mas seletivos após de tudo que aconteceu. Depois, até colocar a construção em pé, demora um período”.

Para Senra, o mercado de usados vai se beneficiar da recuperação econômica e os preços tendem a ter uma ligeira alta, resultado do retorno da valorização os imóveis. “Estamos saindo de uma recessão, em um final de período que foi atípico para o setor imobiliário e gerou um volume muito grande de estoque. Então, 2018 vai ser o ano em que o mercado imobiliário vai ser comprador”.

O gerente-financeiro da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Renato Lomonaco, diz que houve melhoria gradual no setor em 2017 e que a virada em 2018 depende que sejam consolidados a queda nos juros, o controle da inflação e o aumento dos empregos.

“Com a reativação da economia e consolidação no processo de queda nos juros, consequentemente deve ocorrer um crescimento nas vendas. O segmento Minha Casa Minha Vida seguirá firme em virtude do financiamento FGTS que sustenta o programa e, também, devido ao alto déficit habitacional existente”.

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