06/07/2016

Veja as regiões de São Paulo que ofertaram os maiores descontos em imóveis

Oferta maior do que demanda fez com que construtoras oferecessem descontos para diluir estoque. Saiba onde investir

Fonte: ZAP em Casa

A crise econômica afetou diretamente o mercado imobiliário no Brasil. O desemprego, o crédito limitado e os juros altos inibiram o apetite dos consumidores para comprar um imóvel, que representa um investimento alto. O resultado foi a oferta maior que a demanda e os estoques de imóveis para venda em alta. Para diluir esse estoque e incrementar o capital, as construtoras passaram a oferecer descontos nos imóveis. Saiba em quais regiões de São Paulo as ofertas foram mais atrativas.

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De acordo com José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), o mercado está propício para quem quer comprar um imóvel. “Existe oferta à vontade e o mercado está receptivo para quem comprar”, explica. Isso significa que é possível conseguir barganhar antes de fechar negócio. Mas onde investir?

As vendas de imóveis em São Paulo tiveram alta de 16,6% em abril sobre março deste ano, de acordo com levantamento do Creci-SP Uma das causas para este impulso nas vendas foram os descontos ofertados. A pesquisa registrou os dois maiores descontos concedidos sobre os preços iniciais em duas zonas. Na Zona A (veja os bairros de cada zona no box abaixo) foi o maior desconto dos últimos seis anos, enquanto na Zona B dos últimos oito anos. Vale ressaltar que a Zona A estão os bairros com moradores com maior poder aquisitivo e na Zona E a população com menor poder aquisitivo.

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Na cidade de São Paulo, para vender os imóveis em estoque, contrutores promoveram descontos (Foto; Reprodução/Shutterstock)

Porém, a zona que registrou o maior percentual de desconto em abril deste ano foi a C, com 11,60%. O incremento foi de 19,71% em relação a março, quando o desconto foi de 9,69%. Esta região abriga bairros como a Lapa e Mooca. O preço do metro quadrado no primeiro, segundo dados do Índice FipeZap, foi de R$ 8.892, enquanto no segundo, de R$ 6.943.

A Zona E foi a segunda que registrou o maior percentual de desconto, com 11%. A alta em relação ao mês anterior foi de 30,95%, já que em março a região teve 8,40%. Esta é a região que o m² tem o menor valor agregado. Em Itaquera, o valor foi de R$ 4.296, já no Grajaú chegou a R$ 4.505.

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Alguns bairros, ou áreas mostraram maiores ofertas que outros (Foto: Reprodução/Shutterstock)

A terceira zona que registrou o maior desconto foi a A, com 10%. Porém, o crescimento em relação ao percentual de março, de 3,11%, foi muito grande e atingiu o patamar de 221,54%. Nesta região estão os bairros com o m² mais valorizado. Nos Jardins, o m² custava R$ 10.399. Já em Vila Nova Conceição, R$ 12.222.

Em seguida despontou a Zona B, que apesar de ter aparecido na quarta posição quanto aos descontos foi a que registrou a maior variação de um mês para outro. Em abril, os descontos chegaram a 9,80%, enquanto em março foi de 2,50%, uma variação de 292%. Dentre os bairros desta zona, o preço do m² em Pinheiros foi de R$ 10.351 e na Vila Madalena, R$ 10.502.

Por último aparece a Zona D, a única que teve variação negativa entre março e abril. Enquanto em março os descontos foram de 12,50%, em abril caiu para 9%, um recuo de 28% de um mês para o outro. No Centro, o m² custava R$ 7.826 e no Limão, R$ 6.124.

Oferta

Para a advogada Daniele Akamine, diretora da Akamines Negócios Imobiliários, os descontos são proporcionais às áreas onde os estoques das construtoras estão mais altos. “São regiões onde teve mais construção e não vendeu tanto, onde há mais imóveis encalhados. E o desconto varia de acordo com a oferta da região”, afirma.

Ainda segundo a pesquisa do Creci-SP, a Zona C, que teve o desconto maior em abril, teve o maior percentual de vendas de imóveis no mês, acumulando 40,34% do total. O preço médio de um imóvel com um dormitório nesta região foi de R$ 335 mil. Já um de dois dormitórios foi de R$ 520 mil, chegando a R$ 1,083 milhão em um de três dormitórios.

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