11/10/2010

Mercado imobiliário paulistano deve continuar aquecido no próximo ano

Fonte: O Estado de São Paulo

Como devem ficar os preços dos imóveis em 2011? Gostaria de um panorama geral, ou seja, que abranja desde os que podem entrar no Minha Casa, Minha Vida, até imóveis classe A, Alphaville em especial.

(Fotos: Divulgação)
Faixa que mais tem lançamentos é a de apartamentos de dois e três dormitórios (Fotos: Divulgação)

O preço dos imóveis em São Paulo está alto, mas não vejo tendência de alterações no curto prazo. O programa Minha Casa, Minha Vida, para imóveis até R$ 130 mil, prometeu recursos da ordem de R$ 60 bilhões, com recursos da União, FGTS e BNDES, para diminuir o déficit de moradias no Brasil, dedicado à população que ganha até 10 salários mínimos. Embora longe de atingir suas metas, esse programa aqueceu mais ainda o mercado imobiliário. De 2009 até hoje, foram contratadas na Caixa 750 mil unidades pelo Minha Casa, Minha Vida. Pelas notícias, a faixa de mercado imobiliário que mais tem lançamentos é a de apartamentos de valor relativamente menor, dois e três dormitórios, na faixa de R$ 150 a R$ 300 mil. A projeção de crescimento da economia, a inflação sob controle, o aumento de renda, do nível de emprego e com o potencial aumento de crédito tende a manter o mercado como um todo aquecido.

Tenho ações de uma empresa brasileira que quase fechou integralmente seu capital. A controladora tem como estratégia manter suas subsidiárias nos diversos países em que está estabelecida, mantendo a relação com investidores limitada à holding, que tem ações negociadas em Paris. Tenho recebido dividendos excelentes e não tenho interesse em me desfazer dos papéis. Em junho de 2010, a controladora fez nova oferta de compra ou troca por ações da holding. Quais são meus direitos como minoritária de uma empresa de capital fechado? Eles têm como fazer um “squeeze-out” se eu me recusar de vender os papéis que tenho?

A exemplo de outros países, o Brasil tem legislação que possibilita ao grupo majoritário comprar as ações de minoritários de maneira forçada (squeeze-out), isto em caso de remanescerem em circulação menos de 5% do total das ações emitidas pela companhia. Por outro lado, na França as regras societárias não tratam de privilegiar os minoritários. Assim, numa possível troca pelas ações da holding não haveria redução desse risco. Embora a posição da leitora seja clara no desejo de manter suas ações, talvez seja interessante tentar negociar um preço adequado para os títulos, dada a situação, e buscar no mercado alguma outra ação que tenha perfil semelhante em relação ao risco e pagamento de dividendos.

Li nesta coluna informações sobre a utilização do FGTS. Todavia fiquei com uma dúvida a respeito de poder usar o fundo de garantia para quitação de imóvel adquirido na planta, em valor inferior a R$ 500 mil, por ocasião da entrega das chaves. Gostaria de saber se a afirmativa citada independe da pessoa já possuir ou não outro imóvel na mesma cidade.

Tirando a dúvida e completando a resposta anterior para nosso leitor. A Caixa Econômica Federal deixa claro que o imóvel “deve destinar-se, obrigatoriamente, a instalação de residência do proponente, cujos recursos estão sendo utilizados.” Após consultar representantes da Caixa, posso confirmar que, no caso do leitor, ele não pode utilizar recursos do FGTS para aquisição de outro imóvel na mesma cidade. Mas, caso ele já possua imóvel quitado numa cidade e trabalhe em outro município, neste caso poderia ser utilizado o FGTS para aquisição de imóvel.

Tenho renda mensal líquida de R$ 6 mil, sou solteiro e moro sozinho. Quero investir e pensar no futuro, porém tenho muitas dívidas (incluindo financiamento com parcelas atrasadas) e não sei por onde começar. Obs: Endividei-me por ter ficado um ano desempregado. O que devo fazer?

A palavra chave nessa hora é organização. Primeiro passo é elaborar com detalhes o seu orçamento com todas as receitas e despesas. Acho que o fato de ter ficado desempregado trouxe um aprendizado para você e permite que se dedique com muito mais afinco à organização das suas contas. Quanto à dívida, procure saber exatamente qual o valor desse débito junto aos seus credores. Quando conseguir os valores consolidados de suas dívidas, leve-as a um especialista. Uma dica: procure o Procon ou órgãos similares de defesa do consumidor na sua cidade. Verificados os valores das dívidas, proponha aos credores (é o caso do cartão de crédito) um acordo para diminuição o seu débito. Neste ponto há duas alternativas: parcelar a dívida com o próprio credor; obter um empréstimo mais barato do que o custo das dívidas atuais, como conseguir um empréstimo consignado ou um credito pessoal.

 

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