22/09/2008

Mercado registra maior taxa de ocupação desde 1995 em SP e RJ

Fonte: Editoria Zap

Consultoria divulga estudo trimestral sobre desempenho do mercado de imóveis comerciais; ocupação é de 93% em SP e 97% no Rio de Janeiro

Com apenas 7% do estoque de imóveis comerciais de alto padrão disponível para locação, a cidade de São Paulo registrou no segundo trimestre de 2008 a menor taxa de vacância do segmento desde 2001 – contra 9,93% do último trimestre. Os dados são da consultoria Jones Lang LaSalle, que acaba de divulgar seu estudo trimestral sobre imóveis corporativos.

O estudo da Jones Lang LaSalle mostra que a recuperação do mercado de escritórios de alto padrão na cidade se acentuou nos últimos cinco anos – no primeiro semestre de 2003, a taxa de vacância era de 24,11% (confira gráfico com a média histórica).  Atualmente, o estoque de imóveis de alto padrão da cidade corresponde a 25% do total de edifícios existente – equivalentes a 2,3 milhões de metros quadrados. O setor de serviços respondeu pela maior taxa de aumento na ocupação desde o final de 2006, com crescimento de 25% – ver gráfico.

O desempenho desse mercado também se mostra favorável na cidade do Rio de Janeiro – onde o estudo tem abrangência semestral -, com a taxa de vacância de 6,05% dos primeiros seis meses deste ano, apesar da pequena alta (+2,63%) quando comparada ao segundo semestre de 2007. Este indicador, no entanto, está associado à entrega de um edifício na Cidade Nova, já locado porém não totalmente ocupado – e não a uma retração no mercado.

Em SP, recorde na absorção
Na cidade de São Paulo, as regiões da cidade em que foram apurados os melhores indicadores de redução de vacância foram Moema, com queda de 31 pontos; Marginal Pinheiros, Verbo Divino e Alphaville – demais regiões apresentaram estabilidade. As chamadas áreas alternativas foram as que tiveram a menor taxa de vacância: 2,15%; já nas áreas secundárias, o dado medido no trimestre foi de 10,09% (veja gráficos.)

De acordo com a Jones Lang LaSalle, o dado de absorção líquida medido na cidade de São Paulo no período abril a junho deste ano, de 130 mil m², configura um recorde trimestral da série histórica iniciada em 1995, com destaque para as regiões da Marginal Pinheiros, Faria Lima e Berrini que tiveram 80 mil m² ocupados. “Estas áreas receberam novos edifícios no período, que foram prontamente ocupados. No entanto, todas as regiões, exceto a do Centro – com devolução de 215 m² -, mostraram absorção líquida positiva. Na Barra Funda e nos Jardins, por exemplo, 100% dos espaços encontram-se ocupados”, explica Lilian Feng, gerente de pesquisas da Jones Lang LaSalle.

No tocante aos valores de locação do trimestre, os dados mostram pequena retração, de 3%, decorrente da inexistência de ofertas em alguns edifícios cujos preços pedidos costumam figurar entre os mais altos da cidade. 

Nos empreendimentos de classe AA, situados em regiões nobres, a faixa de preços de locação no trimestre variou de R$ 50/m² a R$ 120/m² (média de R$ 79/m²). Já nas zonas secundárias, a variação ficou entre R$ 48/m² a R$ 83/m² (média de R$ 61/m²); e, nas regiões alternativas, de R$ 48/m² a R$ 80/m² (média de R$ 56/m²).

Para os empreendimentos de classe A, a variação foi de R$ 32/m² a R$ 115/m² nas regiões nobres (média de R$ 61/m²); de R$ 25/m² a R$ 52/m² nas secundárias (média de R$ 32/m²); e de R$ 36/m² a R$ 47/m² nas alternativas (média de R$ 42/m²). A média geral de preços verificada na cidade foi de R$ 59.

Ainda de acordo com a Jones Lang LaSalle, o total de escritórios de alto padrão situados na cidade de São Paulo deverá atingir  2,5 milhões de m² ao final de 2008, com a entrega de 10 novos empreendimentos (em torno de 190 mil m²), sendo quase 65% no segmento de alto padrão.

No Rio de Janeiro, estoque chegará a 900 mil m²
A pesquisa semestral da Jones Lang LaSalle para o mercado do Rio de Janeiro mostrou que a taxa de vacância saltou de 3,42% ao final de 2007 para 6,05%. Este indicador, no entanto, está associado à entrega de um edifício na Cidade Nova, já locado porém não totalmente ocupado – e não a uma retração no mercado, que continua demandando espaços corporativos de qualidade. “A absorção líquida no período, por exemplo, foi de 16 mil metros quadrados”, explica Lilian Feng, “a taxa de vacância fica em 2,5%, a menor da série histórica, se a análise considerar esse novo edifício recém-entregue como inteiramente ocupado”, observa.

As melhores taxas de absorção da cidade foram registradas nas regiões da Orla e no Centro – na primeira, 11 mil m² foram ocupados; na segunda, 4 mil m². Em seguida, vem a Barra da Tijuca, com 200 m².

No tocante aos valores de locação, houve alta de 18% em relação ao final do ano passado – a média ponderada saltou de R$ 57/m² para R$ 67/m².

O segmento AA apresentou faixa de preço pedido entre R $60/m² e R $110/m², com média de R$ 78/m². A região Orla registrou a maior média, e a do Centro, a menor – R$ 89/m² e R$ 64/m², respectivamente. Para os edifícios classe A, a faixa de valores se situou entre R$ 42/m² e R$ 90/m², com média ponderada de R$ 61/m². A região Orla apresentou a maior média: R$ 70/m², e a Barra a menor: R$ 47/m².

De acordo com Lilian Feng, para o próximo semestre há a previsão de entrega de espaços da ordem de 80 mil m², distribuídos em dois empreendimentos classe AA, sendo um na Barra e outro no Centro. Se confirmada a entrega desses projetos, estima-se que ao final do ano o estoque total da cidade ultrapasse os 900 mil m².

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