30/03/2009

Mesmo frustrado, setor de materiais de construção está otimista

Fonte: Jornal da Tarde

Segmento prevê aumento de vendas com projeto de erguer cerca de um milhão de casas

Mesmo sem a desoneração do IPI sobre os materiais de construção, o setor vê com bons olhos o pacote de habitação, que promete alavancar as vendas de materiais com o aumento da demanda pelas construtoras. Há quem já faça cálculos.

Niels Andreas/AEZap o especialista em imóveisAquecimento do mercado pelo pacote anima redes de materiais para construção, mesmo com IPI mantido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dilson Ferreira, da Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), considera o projeto positivo. “Estimamos que a construção de um milhão de casas irá demandar cerca de 60 milhões de litros de tintas, o que corresponde a 7% da produção anual do País. Apesar da falta de prazo, imaginamos que isso deva acontecer até 2011. Ou seja, serão 2,5% de incremento nas vendas por ano.”

Ferreira também cita o aumento de confiança dos consumidores, que podem impulsionar o cenário. “As vendas caíram desde outubro por medo de comprometimento com crédito a longo prazo. Diante desse cenário, acredito que o pacote promove a diminuição da burocracia cartorial e o aumento e desburocratização do financiamento para a compra de materiais.” Um pouco antes do anúncio, a Caixa Econômica Federal já anunciara novas regras para a compra de material de construção por meio do programa Carta de Crédito FGTS. Entre as novidades, estão a dispensa da garantia de fiança. Desde novembro passado, o limite de financiamento passou de R$ 7 mil para até R$ 25 mil.

“Detalhes das operações ainda serão apresentados até abril e o presidente não quis se comprometer com o prazo de dois anos. De qualquer forma, a indústria tem condições de atender à demanda nesse período, pois opera hoje com apenas 80% de sua capacidade produtiva”, diz Melvyn Fox, presidente da Abramat.

O pacote prevê ainda a redução de 7% para 1% da alíquota do regime especial de tributação (RET) para as empresas que construírem imóveis para baixa renda. Para mais de dez salários mínimos, irá cair de 7% para 6%, o que deve impulsionar o setor.

MEDIDAS:
2,5%
DE AUMENTO
É o quanto a indústria de tintas acredita que as medidas irão
incrementar as vendas por ano

6%
DE REDUÇÃO
É o que deve atingir o Regime Especial de Tributação, para as empresas que construírem dentro do programa 

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