12/08/2007

Mil imóveis de imediato

Fonte: O Globo

Mudanças no financiamento com recursos do FGTS já beneficiam cariocas

Nada menos do que mil unidades, em 17 empreendimentos. Essa é a quantidade de imóveis, no Rio, que poderão se beneficiar imediatamente das mudança nas regras de crédito via recursos do FGTS, anunciadas semana passada pelo governo. São projetos que já estavam em análise na Caixa Econômica e que agora se enquadram no limite do valor de imóvel do programa. A expectativa é de que, neste segundo semestre, 5,6 mil famílias do estado tenham acesso a financiamentos com esses recursos.

Para o superintendente da Caixa no Estado do Rio, José Domingos Vargas, a médio prazo, a medida estimulará ainda mais o mercado:

— Esses 17 empreendimentos, que só poderiam ser financiados com recursos da caderneta de poupança, com o limite máximo de 80% do valor do imóvel, agora podem ser 100% financiados. Ou seja, de cara, mil famílias que vão comprar essas unidades passam a ter condições melhores de aquisição da casa própria.

O valor máximo dos imóveis a serem financiados com dinheiro do fundo aumentou de R$100 mil para R$130 mil nas regiões metropolitanas do Rio e São Paulo e em Brasília. Em outras capitais, foi mantido o limite de R$100 mil e, nas demais cidades, subiu de R$72 mil para R$80 mil. O limite máximo de renda familiar dos mutuários também ficou maior: passou de R$3,9 mil a R$4,9 mil em todas as capitais. Para as demais cidades, ficou em R$3,9 mil.

Segundo o Conselho do FGTS, as correções das faixas de renda e dos valores dos imóveis foram feitas porque esses números estavam defasados. Além disso, os empréstimos com recursos do Fundo estão aquém do desejado: este ano, ainda há R$4 bilhões em caixa, aguardando financiamento. No primeiro semestre, foram emprestados R$6,8 bilhões.

— No Rio, de janeiro a julho saíram R$138 milhões, que financiaram 4.356 unidades com valor médio de R$ 31.600. Com as mudanças, o potencial de crescimento no segundo semestre é de 30% — ressalta o diretor de FGTS da Caixa, Joaquim Lima de Oliveira, ressaltando que o valor médio emprestado está bem abaixo do teto, já que quem tem dinheiro guardado prefere dar de entrada. — Acreditamos que as novas condições atendem perfeitamente à classe média.

Em 3 meses, juros caíram 2 pontos

Outra novidade foi a redução de meio ponto percentual na taxa de juros. A nova taxa, de 8,16% ao ano mais TR, vale para quem tem faixa de renda acima de cinco salários mínimos e ganha até R$4,9 mil. É que, agora, as operações de financiamento do FGTS ficam voltadas para duas faixas de renda. A primeira, de um a cinco salários mínimos, exige subsídio do governo e não sofreu alteração — os juros cobrados são de 6% mais TR.

O Conselho Curador tinha dado início, em maio, à trajetória de corte dos juros do programa. Desde então, a taxa, que era de 10,16% ao ano mais TR, já caíra para 8,66%. Ou seja, no total, a taxa caiu dois pontos percentuais em três meses.

Além disso, a partir de 2008, quem for cotista do Fundo e tiver contribuído para ele por três anos, terá direito a uma redução de mais meio ponto percentual nas taxas pagas. Com isso, elas cairiam hoje de 8,16% ao ano para 7,66%. Esta é a primeira vez que os trabalhadores com conta vinculada de FGTS recebem tratamento diferente.

— Numa inflação controlada como a nossa, que deve fechar o ano em 3,7%, é uma taxa muito competitiva — observa Oliveira. 
 

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