30/03/2010

Minha casa promete mais 2 milhões de casas até 2014

Fonte: Jornal da Tarde

Prorrogação do programa de financiamento foi anunciada pelo governo federal e vai beneficiar famílias que têm renda de até R$ 4.650 mensais. Mercado espera aquecimento nas vendas de imóveis de dois dormitórios em SP

Prorrogação tem verba adicional prevista de R$ 278,2 bilhões (Foto: Divulgação)
Prorrogação tem verba adicional prevista de R$ 278,2 bilhões (Foto: Divulgação)

Um acréscimo de 2 milhões de casas financiadas nos próximos quatro anos. Essa é a meta prometida pelo governo federal anunciada ontem. O programa “Minha Casa, Minha Vida” foi prorrogado até 2014 e faz parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).

O programa habitacional, que beneficia famílias que querem comprar imóvel novo de até R$ 130 mil e com renda mensal de até R$ 4.650, foi lançado em março de 2009, com verba de R$ 34 bilhões. A promessa era de construir 1 milhão de moradias até o fim de 2010 – até agora, menos de 40% da meta foi cumprida. A prorrogação tem verba adicional prevista de R$ 278,2 bilhões.

Se o governo encerrasse o “Minha Casa, Minha Vida” este ano, conforme estava previsto, a opção de financiamento mais barata do mercado voltaria a ser a Carta de Crédito do FGTS da Caixa Econômica Federal. Embora as duas linhas tenham taxas de juros parecidas, o programa do governo isenta os mutuários do pagamento dos seguros por morte ou invalidez e contra danos físicos ao imóvel, garantias obrigatórias nos demais financiamentos imobiliários. Pagam apenas uma taxa para o fundo garantidor do programa (FHab), de R$ 22,10 por mês.

Neste esquema, o valor de um imóvel de R$ 130 mil financiado em 30 anos pelo “Minha Casa, Minha Vida”, com 20% de entrada, terá custo total de R$ 233.579,65, – ou seja, R$ 25.483,68 a menos que o da Carta de Crédito do FGTS, segundo cálculo do simulador da Caixa Econômica Federal.

REPERCUSSÃO – O mercado imobiliário já está de olho no dinheiro do “Minha Casa, Minha Vida”. Os imóveis menores, com dois dormitórios, passaram de 34,6% dos lançamentos em 2008 para 45,9% em 2009. Já as unidades com três quartos caíram de 38,2% para 32,4% do total. Tudo para tentar fazer os lançamentos se enquadrarem no programa. “Porém, em São Paulo e em outras capitais o custo de construção é mais alto do que a média, o que torna mais difícil realizar empreendimentos para essa faixa”, pondera o presidente do Secovi-SP, João Crestana.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon-SP), Antônio Ramalho, é mais cauteloso. Diz que o ritmo é lento no cumprimento das metas da primeira fase do PAC. Dados do governo repassados ao sindicato, segundo ele, mostram que 351.956 novas unidades foram contratadas até agora. “A notícia é boa, mas não sei se haverá área e mão de obra para construir tudo isso. Não tem gente qualificada no mercado para a demanda”.

No ano passado, 40,7% da mão de obra contratada na construção civil não era qualificada. O setor deve terminar 2010 com 275 mil novos empregos, o que, segundo Ramalho, seria insuficiente até mesmo para concluir o PAC1. “Parece mais propaganda política”.

Do total de 2 milhões de casas que devem ser financiadas até 2014, cerca de 1,2 milhão de unidades serão voltadas a quem tem renda máxima de R$1.395, outros 600 mil imóveis servirão a famílias com renda entre R$1.395 e 2.790 e, por fim, 200 mil imóveis serão ofertados a quem ganha entre R$2.790 e R$4.650.

E EU COM ISSO? – Mais moradias e mais empregos aquecem economia
Além das boas condições de financiamento, “O Minha Casa, Minha Vida” agita o setor da construção civil, criando vagas para profissionais de diversos níveis e aquecendo o mercado de materiais de construção. Também atrai investimentos para o Brasil, em especial para as construtoras que têm ações na Bolsa de Valores. Por isso, beneficia não apenas quem vai trabalhar no setor financiar uma casa, mas toda a economia.

REGRAS DO PROGRAMA:
PARA FAMÍLIAS COM RENDA ATÉ R$1.395
Não há taxa de juros a prestação equivale a 10% da renda familiar, sendo que a parcela mínima é de R$50 e a correção dos valores é feita apenas pela TR prazo máximo de 10 anos o trabalhador que ficar desempregado fica isento do pagamento das parcelas por seis meses

RENDA DE
R$1.395 A R$2.325
juros de 5% ao ano mais TR prazo máximo de pagamento de 30 anos em caso de desemprego, a Caixa refinancia até 36 parcelas

RENDA DE R$ 2.325,01 A R$ 2.790
juros de 6% ao ano mais TR prazo máximo de pagamento de 30 anos em caso de perda do emprego, a Caixa refinancia até 24 parcelas

RENDA DE R$2.790,01 A R$4.650
juros de 8,16% ao ano mais TR prazo máximo de pagamento de 30 anos caso o mutuário perca o emprego, a Caixa refinancia até12 parcelas

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