19/11/2006

Modernização em prédio é gradual

Fonte: O Estado de S. Paulo

Troca de componentes mecânicos e eletrônicos, além de outros estéticos, são parte do processo

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisElevador com comando de voz da Engetax

Considerado o meio de transporte mais seguro do mundo, o elevador evoluiu significativamente nos últimos anos, acompanhando os avanços tecnológicos em vários países.

Ainda que no Brasil a grande maioria dos prédios, principalmente os residenciais, possua equipamentos antigos, as mudanças são inevitáveis e, quase sempre, significam mais economia e segurança para os moradores.

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisO Bio Tracking, da ThyssenKrupp, acionado

 

Mas, ao contrário do que muitos possam pensar, a substituição total de um elevador é muito rara. De acordo com a assessora de Marketing da Atlas Schindler, Katia Marin, a modernização do equipamento é feita de forma gradual, de acordo com os interesses e a disponibilidade financeira de cada edifício. “A troca total ocorre mais em estabelecimentos comerciais, quando se pretende mudar todo um conceito. Em condomínios residenciais, geralmente não existe necessidade de trocar a cabina, algumas peças ou até mesmo o motor”, explica. Desde que a manutenção preventiva e corretiva seja feita regularmente por empresas especializadas e registradas na prefeitura, a vida útil do elevador pode passar dos 40 anos.

Tecnologia

Nos novos empreendimentos, entretanto, a tecnologia nos elevadores já é requisito básico. Sistemas inteligentes fazem com que o equipamento economize viagens e chegue mais rápido ao seu destino, além de evitar trancos, degraus em relação ao pavimento e não deixar ninguém mais preso por uma eventual queda de energia. “Já é comum o uso de um sistema que faz com que, em caso de apagão, uma luz de emergência se acenda, a cabina desça automaticamente até o térreo e a porta se abra”, explica o diretor da Engetax José Ricardo Schmidt.

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisHomem faz manutenção em cabina

A empresa desenvolve soluções para o ramo com tecnologia 100% nacional, como o elevador com comando de voz. “Esse sistema é bastante útil para pessoas com dificuldade de locomoção ou até mesmo para quando o elevador está lotado, já que ninguém precisa se desdobrar para apertar o botão”, explica. O comando de voz é apenas um recurso adicional, já que o elevador também funciona com toque no painel.

A Engetax também tem um sistema de transponder, ainda não colocado em prática. “É um aparelho do tamanho de um chaveiro. Quando o morador entra no elevador, seus dados são identificados e ele é levado automaticamente ao seu andar, sem precisar fazer nada”, diz Schmidt.

Digitais

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisSmart, da Atlas Schindler

Uma das novidades que mais têm feito sucesso, entretanto, é o acionamento do elevador pela identificação das digitais.

O vice-presidente comercial e de Marketing da ThyssenKrupp, Paulo Henrique Estefan, explica que um dos principais benefícios do recurso é a segurança, já que até mesmo os dias e horários dos empregados podem ser restringidos. “Se você tem um funcionário que trabalha toda quarta-feira em seu apartamento, por exemplo, somente neste dia o elevador aceitará a identificação”.

Dono de uma construtora, Milton Melnick é morador de um edifício em Porto Alegre que possui a tecnologia. “Acredito que os prédios de alto padrão adotarão esse sistema em breve, uma vez que a segurança é uma das maiores preocupações dos brasileiros.”

 

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