27/05/2007

Montagem é concluída em um dia

Fonte: O Estado de S. Paulo

Se fosse de alvenaria, o painel seria montado em três dias; outro diferencial é que acabamento é imediato

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisInstalação – Especialistas recomendam procurar equipe especializada para executar o serviço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma solução mais rápida, prática e leve do que a técnica de alvenaria convencional. E, inclusive, ecologicamente correta. Assim é o drywall (ou parede seca), sistema em que são utilizadas placas de gesso acartonado parafusadas em estruturas metálicas para formar as paredes.

Há oito anos a arquiteta Inês Scisci Maciel utiliza essa técnica nos projetos que faz e garante que a parede de drywall, tanto visualmente quanto em termos de resistência, equivale a uma feita de alvenaria. “Parece brincadeira, mas ela resiste bem”, diz Inês.

O sistema consiste, primeiramente, na instalação no cômodo de estruturas metálicas, feitas de aço galvanizado, onde serão então parafusadas as placas, feitas em gesso revestido com uma espécie de papel cartão mais resistente. “Enquanto duas pessoas demoram de dois a três dias para erguer 30 metros de uma parede convencional, o tempo gasto com a montagem do drywall é de apenas um dia para a produção de igual metragem”, cita a arquiteta.

Inês diz que mesmo banheiros e cozinhas podem ter paredes de gesso acartonado. Só que, para ambientes como esses, as placas devem ter recebido antes um tratamento especial contra a umidade.

Sem água 

Divulgação Zap o especialista em imóveisResistente – Placa de gesso é revestida por espécie de papel cartão

Um lado ecológico desse sistema é que na execução da parede não é utilizada água em nenhum momento. Assim não é preciso que a parede seque antes da aplicação do acabamento. “Enquanto você está construindo uma parte da parede, a outra já pode receber a massa corrida e a tinta”, explica a arquiteta.

Outro aspecto ecologicamente correto é quanto aos resíduos produzidos na obra. “É um produto que não gera muito entulho”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall, Mário Castro.

Enquanto que uma obra comum de alvenaria resulta em torno de até 20% de resíduos, com o sistema drywall, a produção de entulho fica em 5%, segundo Castro. Inês acrescenta que o material descartado costuma ser reciclado pelos fabricantes.

Quanto às instalações elétricas e hidráulicas, os condutores passam por entre as chapas. No caso de uma parede de tijolos, caso houvesse a necessidade de mudar uma tomada, por exemplo, era preciso abrir um buraco na parede. E seria um transtorno, na certa. Com os sistema drywall, a chapa de gesso é recortada e o plug instalado. Assim como também é feito o recorte para as portas.

O drywall permite, inclusive, que se pendurem quadros e vasos, por exemplo. Existem disponíveis no mercado buchas especiais para serem fixadas no gesso. No caso de estantes e armários, ficam presos na própria estrutura metálica.

O material possibilita ainda que seja feito um isolamento acústico do ambiente. Para essa finalidade, devem ser colocadas entre as placas mantas específicas que impedem a passagem do som.

Castro indica o drywall especialmente para salas de home theater. “A qualidade acústica do material é muito boa”, ressalta a arquiteta. Os fabricantes garantem ainda conforto térmico ao cômodo, já que as chapas de gesso contribuem para regular e estabilizar a temperatura do local.

Mão-de-obra

Apesar da praticidade da técnica, a arquiteta Inês recomenda que se procure mão-de-obra especializada em drywall para executar a obra. Segundo ela, a maioria das empresas que trabalha com gesso tem conhecimento da técnica e pode indicar uma equipe de instaladores.

Tanto a arquiteta quanto Castro afirmam que, na relação custo/benefício, o drywall sai em vantagem em relação à alvenaria. Seja pela rapidez da obra, seja pela racionalização do processo de construção.

Utilização tem crescido no mercado de construção
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall comemora o crescimento do mercado para essa técnica. No primeiro trimestre deste ano, a venda do material aumentou 25% em relação ao mesmo período de 2006.

Se comparado com os primeiros meses de 2005, o crescimento foi de 43%. A média de crescimento esperada pela entidade para este ano deve ficar entre 15% e 20%. “É um produto que ainda tem muito o que crescer no Brasil”, diz o presidente da associação, Mário Castro.

Ele aponta que o forte desse mercado está nas construtoras, que cada vez mais utilizam o drywall em seus empreendimentos comerciais e residenciais. “Quem compra apartamento com drywall não percebe diferença nenhuma”, compara ele com a alvenaria.

Porém, apesar dos benefícios da técnica citados por Castro – como a facilidade para montar e desmontar -, o uso em residências, para o cliente final, ainda é nicho a ser conquistado. “As pessoas ainda não vêem isso como grande vantagem.” Muito comum nas casas americanas e européias, o drywall começou a ser usado no Brasil há cerca de 30 anos e foi mais difundido a partir dos anos 90.

Utilização tem crescido no mercado de construção

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall comemora o crescimento do mercado para essa técnica. No primeiro trimestre deste ano, a venda do material aumentou 25% em relação ao mesmo período de 2006.

Se comparado com os primeiros meses de 2005, o crescimento foi de 43%. A média de crescimento esperada pela entidade para este ano deve ficar entre 15% e 20%. “É um produto que ainda tem muito o que crescer no Brasil”, diz o presidente da associação, Mário Castro.

Ele aponta que o forte desse mercado está nas construtoras, que cada vez mais utilizam o drywall em seus empreendimentos comerciais e residenciais. “Quem compra apartamento com drywall não percebe diferença nenhuma”, compara ele com a alvenaria.

Porém, apesar dos benefícios da técnica citados por Castro – como a facilidade para montar e desmontar -, o uso em residências, para o cliente final, ainda é nicho a ser conquistado. “As pessoas ainda não vêem isso como grande vantagem.” Muito comum nas casas americanas e européias, o drywall começou a ser usado no Brasil há cerca de 30 anos e foi mais difundido a partir dos anos 90.

 

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