07/07/2004

Mooca: trilha de bandeirantes

Fonte: Editoria Zap

A referência mais antiga sobre o bairro que abrigou os primórdios da industrialização paulista é datada de 1605. Nesta época a região ainda era um caminho de bandeirantes denominado trilhas da Mooca. O nome do bairro é de origem tupi e significa “fazer casa” (Mo-Ka) ou “local que faz secar”. A ponte construída pelos jesuítas … Continue lendo “Mooca: trilha de bandeirantes”

A referência mais antiga sobre o bairro que abrigou os primórdios da industrialização paulista é datada de 1605. Nesta época a região ainda era um caminho de bandeirantes denominado trilhas da Mooca. O nome do bairro é de origem tupi e significa “fazer casa” (Mo-Ka) ou “local que faz secar”. A ponte construída pelos jesuítas em 1556 sobre o Rio Tometeri, atual Tamanduateí, foi responsável pela ligação da área com a cidade.

Na planta de São Paulo de 1810 a área está coberta por chácaras e sítios. No final do século XIX, a Mooca tornou-se um reduto de imigrantes, acolhidos e assistidos pela hospedaria dos imigrantes. O complexo de prédios que encaminhava os viajantes às fazendas e indústrias da região atualmente é o Memorial da Imigração, tombado pelo patrimônio histórico em 1982. No início do século XX a estrada de ferro dava os primeiros sinais de urbanização.

A partir da fazenda de Rafael Pais de Barros, nas imediações da atual rua do Hipódromo, surgiu o primeiro jóquei clube do país. Na esquina das ruas Taquari e Javari foi construído o Cotonifício Crespi, prédio de 57 mil m² em estilo inglês, com tijolos aparentes. Fundado pelo conde italiano Rodolfo Crespi, o edifício chegou a empregar 6 mil operários e exportar uniformes para os exércitos do ditador italiano Mussolini na década de 20, época da explosão fabril.

A greve que parou São Paulo por uma semana, em 1917, e virou ícone do sindicalismo nacional partiu do mesmo edifício, liderada por anarquistas italianos e espanhóis. Os operários protestaram contra os baixos salários sob a pressão da polícia, que matou o sapateiro José Inegues Martinez, em um comício no atual Largo da Concórdia. O símbolo da Prefeitura talhado numa placa de metal, nas escadarias de uma papelaria na Rua do Oratório, é o “marco zero” do bairro.

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