18/05/2009

Morar bem em São Paulo

Fonte: O Estado de S. Paulo

A jornalista Maria Ignez Barbosa e o fotógrafo Tuca Reinés lançam “”Casas de São Paulo””, pela Metalivros

Há ideias que levam tempo para se concretizar. Um exemplo é o livro Casas de São Paulo (Metalivros, 240 páginas, R$ 148), a ser lançado na noite de terça-feira, no Museu da Casa Brasileira. “Foi um trabalho feito a seis mãos”, conta o editor Ricardo Graça Couto, que concebeu o projeto com os autores: a jornalista Maria Ignez Barbosa, colunista do Casa&, e o fotógrafo Tuca Reinés, especializado em arquitetura e decoração.

Fotos: DivulgaçãoSala de jantar de Maria Ignez Barbosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fazia 20 anos que Couto tinha em mente reunir projetos registrados de maneira bem autoral pelo fotógrafo. Há uns dois, conheceu Maria Ignez, convidada a fazer a curadoria e a escrever, com sua verve peculiar, a respeito das residências e de seus proprietários. Os textos não se restringem à descrição, mas abordam também aspectos comportamentais. Depois de cerca de um ano para ficar pronto, o resultado final é um recorte interessante de como personagens mais ou menos midiáticos vivem em 46 boas propriedades na cidade, na praia e no campo. O prefácio é assinado pela jornalista e designer Clarissa Schneider.

FAMOSOS E ANÔNIMOS – Retratadas em 246 imagens, estão ali casas de gente formadora de opinião e conhecida, como a jornalista Gloria Kalil e o restaurateur Charlô Whately; arquitetos e decoradores, caso de Sig Bergamin e William Maluf; até de pessoas que preferiram se manter no anonimato, ainda que tenham sido entrevistadas por Maria Ignez. “O artista plástico cuja casa virou capa do livro é um deles”, conta ela, para quem a obra tem o mérito de mostrar a criatividade e a liberdade com que se pode morar no mais importante Estado do País. “É um nível que se iguala ao de Nova York.” 
 
O ponto de partida da obra foi o arquivo particular de Tuca – que, coincidentemente, completa 30 anos de carreira em 2009 -, embora perto da metade das fotos seja recém-produzida. Para o fotógrafo, o livro exibe ecletismo e tem importância histórica. “Há desde casas recentes até projetos da metade dos anos 80”, explica. 

Um canto do artista gráfico Neco Stickel

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