06/07/2009

Mostra de 2010 deverá ser mais sustentável

Fonte: O Estado de S. Paulo

Grupo especializado em projetos verdes analisou a Casa Cor e anuncia que será mais rigoroso na próxima edição

Mostra está cada vez mais sustentável (Foto: Divulgação)
Mostra está cada vez mais sustentável (Foto: Divulgação)

Apesar de sustentabilidade ser o tema da Casa Cor 2009, muito do que se viu nos espaços foi a percepção individual de cada profissional sobre o assunto – como quadros de paisagens naturais ou plantas no ambiente. Afim de corrigir as distorções e transformar o evento em uma referência mundial em sustentabilidade a partir de 2010, a Casa Cor escolheu o Grupo SustentaX – responsável por projetos de empreendimentos verdes, como a agência do Banco Real da Granja Viana, em Cotia, e a loja verde Pão de Açúcar – como parceiro para a orientação de todas as 14 Casas, promovidas pelo país, dos requisitos e critérios de sustentabilidade.

“A maioria ainda confunde o conceito com ecologia, com baixo conforto, com primitivismo, com baixa qualidade, com falta de beleza, com ausência de sofisticação”, de acordo com a diretora do Grupo SustentaX Paola Figueiredo. “Sustentabilidade é antes de tudo inovação e criatividade para melhorar a qualidade de vida e impactar menos o planeta”, completa.

Mas, afinal, o que seria sustentabilidade dentro de um evento como a Casa Cor? “Seriam espaços que pensassem em economia de energia, conforto ambiental, reciclagem e reúso de materiais, acessibilidade, economia de água e salubridade”, completa.

Durante a Casa Cor, a diretora analisou, por meio de visitas técnicas, todos os projetos e relacionou os projetos mais sustentáveis desta edição (leia mais ao lado). Paola alerta ainda que, para o ano que vem, os profissionais terão de cumprir alguns pré-requisitos para participarem do evento: “Será necessário pensar em um ambiente que tenha acesso a cadeirantes, que pense na preparação para o desmonte, na reciclagem, na proibição do fumo e que tenha madeira com certificado de DOF, comprovando a origem legal”.

Loft Sustentável – Helena Viscomi
A arquiteta trabalhou a economia de energia usando iluminação LED – um tipo de lâmpada mais econômica -, ar-condicionado com selo Procel nível A (que indica maior eficiência), iluminação natural e uso de película de vidro na fachada – o que reduz o calor e evita o uso do refrigeração.

Chocolateria – Cilene Monteiro Lupi
Carretéis de obras no piso, louça sanitária reprocessada e pufes feitos com restos de tecidos chamam atenção no espaço e vão de encontro ao conceito de reúso de materiais.

Banheiros públicos – Solange Calio
Foi um dos únicos banheiros a usar metais e louças inteligentes, como torneiras com sensores e válvulas duplo fluxo.

Bangalô – Dado Castello Branco
“A iluminação e ventilação natural estimulam a produtividade, além de economizar energia com o uso do ar-condicionado e da iluminação artificial”, diz Paola. Dado também trabalhou a acessibilidade e usou materiais rapidamente renováveis, como bambu.

Sala Conceito – Bya Barros
A arquiteta mostrou soluções criativas para deixar o ambiente diferente e ecológico, como o piso feito com reciclagem de lâmpadas e um tapete persa de patchwork.

Refúgio do Velejador – Debora Aguiar
O piso é feito de réguas de concreto que imitam madeira de demolição, inclusive as riscas e os detalhes não se repetem. A forma de fabricação em série evita o desperdício de material.

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