31/07/2009

Móveis sob encomenda: da alegria à Justiça

Fonte: O Globo

Aumento no número de reclamações mostra que peças nem sempre chegam como ecomendados

(Foto: Divulgação)
Especialistas recomendam que é fundamental que tudo seja documentado (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro – As reclamações registradas pelos consumidores que compram móveis sob encomenda mostram que nem sempre as peças chegam no prazo prometido, muita coisa é entregue fora do tamanho, e os aborrecimentos com a montagem são comuns. O consumidor pouco pode fazer, mas os especialistas recomendam que é fundamental que tudo seja documentado, e as medidas devem ser checadas com cuidado.

Problemas não faltaram na encomenda realizada por Erica Medeiros e seu marido Mathias contrataram uma cozinha modelada no dia 24 de abril.

“O contrato veio errado cinco vezes. As madeiras para a montagem chegaram com um mês de atraso. A pia e a coifa foram entregues fora do prazo, e a coifa era de parede, não de ilha. A bancada de mármore foi entregue na medida errada duas vezes, o que atrasava a montagem. Na segunda vez, disse que era para deixar menor e pedi que a empresa devolvesse o valor proporcional, mas até agora não devolveu. Foram dois meses de atraso e ainda espero a nota fiscal”, diz.

Os noivos Renato Citrini e Carla estão montando a casa e também enfrentaram vários problemas com os móveis sob encomenda.

“Todas as medidas estavam erradas. Armário, mármore, granitos, tudo medido errado. Não assinamos. O projeto veio errado quatro vezes. E os projetos do banheiro e da cozinha não encaixavam com a hidráulica. Acabamos contratando um pedreiro para mudar os pontos de água e esgoto.”

A técnica do Procon-SP, Márcia Christina Oliveira, ressalta que é muito importante confirmar todas as medidas e não aceitar o que não foi comprado:

“No Procon recebemos mais reclamações sobre a montagem. A loja compra os produtos da fábrica e terceiriza a montagem. Quando há um problema, o consumidor fica sendo jogado de um lado para o outro. Todas as partes, fábrica, loja e montadora, são responsáveis. O consumidor deve se documentar de tudo, até quando devolve alguma coisa errada. A fábrica deveria ser mais cuidadosa com os montadores que as lojas contratam, pois é a marca da fábrica que está em jogo”, diz.

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