18/11/2009

Mudanças no IPI e FGTS impulsionam setor

Fonte: O Estado de São Paulo
(Foto: Divulgação)
Empresas se recuperam com a redução do IPI (Foto: Divulgação)

A crise afetou o varejo de forma geral e não poupou a indústria da habitação, que de uma hora para outra paralisou obras e cancelou projetos. Para ajudar na retomada, o governo reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns materiais de construção e liberou o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para imóveis de maior valor, de R$ 300 mil para R$ 500 mil.

Construtoras e incorporadoras, que vinham de uma grande fase depois de se capitalizarem no mercado financeiro, se retraíram até reavaliar a melhor forma de passar pela má fase. Mas, nos resultados financeiros do terceiro trimestre, divulgados nas últimas semanas, as empresas têm mostrado que a recuperação já vem acontecendo.

Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi), em setembro as vendas de imóveis novos tiveram desempenho recorde na cidade de São Paulo, com 5.049 unidades comercializadas. O total só ficou abaixo das 5.428 unidades vendidas em dezembro de 2007, o melhor momento do setor. “Trabalhamos com uma estimativa de crescimento de 10% a 15% para o ano que vem”, afirma.

A Agre (junção da Abyara, Agra e Klabin Segall), por exemplo, partiu para algumas ações comerciais, como a promoção “supertroca”, que aceita o imóvel usado como parte do pagamento do novo. Outro produto foi o “superfamília”, que prevê uma espécie de seguro no caso de o dono do imóvel ficar desempregado, explica João Nery, diretor de operações da companhia.

A empresa atua em todos os segmentos de construção, da baixa à alta renda. Nery garante que, passado o susto do fim de ano, agora é tempo de voltar a crescer. As vendas tiveram uma boa retomada no terceiro trimestre e a tendência deve se confirmar também nos últimos três meses do ano. “O pior já passou”, afirma o diretor.

Wilson Amaral, presidente da Gafisa, lembra que na época da onda de abertura de capital houve um “certo excesso” no mercado, com o preço dos terrenos supervalorizados. “Com a crise as empresas ficaram sem visão do que vinha pela frente. Reavaliamos projetos e cancelamos quatro ou cinco. Mudamos nossa estratégia e agora estamos mais agressivos logo no lançamento do projeto”, explica. Mas ele alerta: “A tendência é que os preços continuem a subir por causa do preço dos terrenos”.

Diretor financeiro e de relações com investidores da Even, Dany Muszkat é categórico ao dizer que “a recuperação chegou para ficar”. “O volume de vendas tem se recuperado e é sempre muito atrelado ao índice de confiança do consumidor.”

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