30/10/2006

Na Berrini, a vez dos residenciais inteligentes

Fonte: O Estado de S. Paulo

Depois dos escritórios, construturas investem em condomínios para executivos

Clayton de Souza/AEBônus de sono – O controller Jeferson de Abreu, em seu apartamento, no Brooklin Sul, optou por viver perto do trabalho para ganhar tempo

Quem está acostumado a ver o vaivém de homens de negócios pela Avenida Luís Carlos Berrini, no Brooklin, zona sul de São Paulo, pode se surpreender em breve por uma nova safra de vizinhos. Referência de endereços de edifícios inteligentes para escritórios, a região agora recebe uma nova leva de imóveis: os de moradia de médio e alto padrão.

“Há pelo menos 15 prédios residenciais em construção e em planta no quadrilátero das avenidas dos Bandeirantes, Vicente Rao, Rubem Berta e Nações Unidas”, estima Eduardo Preto, gerente comercial da Berrini1001, imobiliária especializa na área. Numa amostra de 57 ofertas de imóveis novos e usados para venda na região, o preço médio do metro quadrado ficou em R$ 2.150.

Preto acha provável que esse movimento resulte da verticalização do Brooklin nos últimos 10 anos. Ele acha que os escritórios atraíram as moradias. “Há um novo estoque de imóveis para executivos que trabalham na região”, diz.

Ainda que nos últimos anos o número de prédios comerciais tenha se mantido, ele explica que o fluxo de profissionais só tem aumentado. “Antes, víamos uma empresa ocupando um único edifício. Agora, há várias empresas em um só”. Há empreendimentos da Helbor, Cyrella, Abaco, Tecnisa, Lynx, Mafra, entre outros. Para fazer propaganda dos novos prédios, as incorporadoras e construtoras apelam para as vantagens de morar perto do trabalho na região.

Esse é o caso do Practical Life Pensilvânia (Rua Pensilvânia, 1342), empreendimento no Brooklin Sul que terá 98 apartamentos com muita automação.

Cada unidade terá 130 metros quadrados de área útil, distribuída em quatro dormitórios. O engenheiro Paulo de Abreu Sampaio, da Uniarq, escritório responsável pelo projeto, salienta que a planta dos apartamentos é flexível. Nos materiais de propaganda, seus idealizadores lembram que morar ali tem a comodidade de acesso a pé, ou a poucos minutos de carro, a áreas de comércio, serviços e grandes shoppings centers, como D&D, Morumbi e Market Place. Também citam o fácil acesso a bairros como Morumbi, Alto da Boa Vista, Campo Belo, Moema, Vila Olímpia, Itaim e região dos Jardins.

São bairros que, segundo a subdelegada da Seccional Zona Sul do Creci-SP, Rosa Maria Eiras, passaram a ser procurados por executivos que trabalham na região e “querem apartamentos e casas de alto padrão, que ofereçam comodidade e segurança.” Mas a região não comporta apenas o alto padrão. Rosa diz que muitos vêm do interior e procuram apartamentos para alugar que sejam pequenos, baratos e próximos do trabalho.

Todo esse movimento, observa a subdelegada, aumenta a demanda por novos serviços no entorno dos quase 100 edifícios de escritório e pelo menos 200 casas comerciais que rendem aproximadamente R$ 320 milhões de aluguel por ano na região.

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