17/02/2008

Na Caixa, classe média ganha mais tempo e juro de financiamento menor

Fonte: O Globo

Prazo para imóvel acima de R$350 mil sobe para até 30 anos

A classe média foi a principal beneficiada pelo pacote de mudanças nas regras de financiamento habitacional anunciado pela Caixa Econômica, na semana passada. Em primeiro lugar, aumentou de 15 para 30 anos o prazo de financiamento para quem quer comprar imóvel com valor acima de R$350 mil e com valor financiado superior a R$245 mil. Além disso, a cota máxima de financiamento subiu de 70% para até 80%, conforme o prazo contratado.

Arquivo/ O GloboZap o especialista em imóveisClientes no atendimento de agência no centro: juros menores para clientes com pacotes de produtos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os juros, que caíram nos contratos de todas as modalidades de financiamento imobiliário residencial, tiveram queda maior nessa operação, feita com recursos do próprio banco, isto é, fora do âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Para pagamento da prestação no carnê, a redução foi de 13% para 12% (mais a Taxa Referencial, a TR, de 2%); no débito automático, a queda foi de 12,5% para 11,5%; e, para clientes que tiverem o pacote básico de conta corrente com cheque especial e cartão de crédito da Caixa, a taxa caiu para 11%.

Inadimplência foi maior nos contratos de valor mais alto

O superintendente-regional da Caixa Econômica no Estado do Rio, José Domingos Vargas, diz que a Caixa quer consolidar sua vocação para financiar clientes de todos os níveis socioeconômicos:

— No Rio, 70% dos financiamentos imobiliários foram para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, mas a Caixa tem produtos para todas as faixas de renda. Esperamos que em 2008 haja um aumento significativo no financiamento à classe média — diz Domingos, lembrando que o orçamento de 2008 para habitação é de R$20,3 bilhões.

De acordo com a instituição, a redução dos juros foram possíveis por causa dos níveis comportados de inadimplência. Em 2007, a taxa fechou em 4,2% — em 2005, o índice fora de 8,5%. Nos empréstimos com recursos do FGTS, essa taxa é de 1,37% e, nos financiamentos com recursos da poupança, a taxa é de 0,67%. O maior índice de inadimplência é, justamente, na carteira de financiamento, com recursos do próprio banco, que atinge 5,73%.

— Mas, analisando nossa carteira, há uma expectativa de redução de inadimplência em todas as modalidades de financiamento. Além disso, nosso processo de cobrança hoje é muito mais eficaz — garante o superintendente.

Nos financiamento de imóveis de até R$130 mil, a taxa de juros caiu de 10% para 9,4%, se o pagamento for no carnê e de 9% para 8,9%, no débito automático. Com o pacote especial, a taxa passa para 8,4%. Na faixa de imóveis de R$130 mil a R$200 mil, a queda dos juros foi de 11% para 10,5% no carnê e, no debito automático, de 10,5% para 10%. Com o pacote, a taxa fica em 9,5%.

Por último, nos financiamentos de imóveis com valor de R$200 mil a R$350 mil e financiamento até R$245 mil, a taxa efetiva caiu de 12% para 11,5% no carnê e de 11,5% para 11% no débito. Com o pacote de produtos, baixa a 10,5%.

 

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