18/02/2009

Na Lagoa, há fila de espera por novas construções, que chegam a R$ 2,3 milhões

Fonte: O Globo

Casas e prédios pequenos são cobiçados por construtoras no bairro

Nem tem tanto tempo que a orla da Lagoa Rodrigo de Freitas foi circundada por uma bela avenida e ganhou casas e casarões construídos para a elite carioca. Era 1922. Hoje, 87 anos depois, a Lagoa se guarda poucos desses tesouros: são menos de 30 casas e prédios de até três andares em seu entorno. Só alguns deles, tombados, devem continuar lá por muito tempo.

Os outros estão na mira das construtoras. Que têm fila de espera para novas construções, mostra a repórter Luciana Calaza, em matéria publicada neste domingo, noGlobo.

imóveis em oferta no momento dão uma boa amostragem de como os preços podem variar na região, onde há edifícios com perfis bem diferentes. Na Avenida Epitácio Pessoa, altura de Ipanema, uma cobertura com 230 metros quadrados, duas suítes, em um prédio antiguinho, está saindo a R$ 1,1 milhão.

Na Borges de Medeiros, no lado do Jardim Botânico, um quatro-quartos, com a mesma metragem, num prédio mais moderno, está à venda hoje por R$ 2,3 milhões.

TRÊS QUARTOS – Com lazer dia e noite, cercada por restaurantes, parques e clubes, como Piraquê e Caiçaras, a Lagoa tem seu principal público, segundo corretores, nas famílias com filhos pequenos. A maior parte da oferta de imóveis da região é de três quartos, com preços entre R$ 800 mil e R$ 2,5 milhões. As coberturas custam mais: na faixa de R$ 4 milhões. Alguns prédios mais antigos, no entanto, não têm garagem.

Também há opções de flats, de um quarto, mais voltados a jovens executivos, valendo de R$ 350 mil a R$ 550 mil  frisa Rodrigo Feliciano, diretor de vendas da Ética Imobiliária, lembrando ainda que quase todos os apartamentos têm varandas amplas.  O mercado tira partido da vista.

Em terceiro lugar no ranking do metro quadrado mais caro da cidade, atrás apenas da orla de Ipanema e Leblon, a Lagoa se beneficia por ser um dos poucos bairros do Rio sem favelas. Não foi sempre assim: a maioria dos que passam pelo Parque da Catacumba não imagina que ali existiu uma favela, que chegou a ter cerca de dez mil habitantes nos anos 60 e foi removida em outubro de 1970, pelo então governador Negrão de Lima.

Entre os prédios mais procurados estão justamente os de um conjunto ao lado do Parque da Catacumba, conhecido como “Os Maestros”, já que cada um tem o nome de um regente  Os imóveis mais caros da Lagoa estão lá. Custam de R$ 2,7 milhão a R$ 3 milhões, excluídas as coberturas ressalta Freitas, da Julio Bogoricin.

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