03/03/2007

Na natureza, só o cupim reclama

Fonte: Jornal da Tarde

A madeira sintética é feita de resíduos e plástico, Protegendo as árvores (e afastando os cupins)

Preservar e construir são duas ações que dificilmente conseguem conviver juntas em harmonia. Enquanto uma parte da população do planeta luta pela preservação ambiental, outra prefere pensar em construir casas, estradas, edifícios. Mas já é possível aliar essas duas ações.

Embora ainda incipiente no país, a conscientização de formas de aliar a construção civil à preservação ambiental vem ganhando terreno. Uma das áreas que têm apostado nisso é o setor madeireiro.

Já existe no mercado a madeira ecológica, que tem sua produção – desde o plantio até a venda – respeitando as normas de manejo ambiental. Mais atual ainda é a produção de madeira sintética, à partir da reciclagem de dejetos e resíduos industriais como serragem, resíduos de algodão, arroz, fibra de vidro, bagaço de cana, papel, pneus e de uma enorme variedade de plásticos.

A grande vantagem é que além de não desmatar as florestas, a madeira sintética ainda aproveita materiais que seriam despejados no ambiente e contribuiriam ainda mais com a poluição do planeta.

Essa novidade foi trazida para o Brasil pela Ecoblock, uma empresa mineira que trabalha há dois anos no projeto. “Vimos a novidade em feiras na Europa e desenvolvemos o maquinário para criar o sistema de produção da madeira sintética no Brasil”, revela a diretora da empresa, Marta Borges.

No comércio, o produto está disponível há apenas oito meses e ainda é pouco difundido. “Quem conhece ama a novidade. Principalmente pela questão ecológica que ela representa”, revela Marta.

Esse material pode ser utilizado na construção civil para o escoramento de andaimes, revestimento de paredes e construção de decks de piscina. Mas também apresenta uma boa alternativa para a fabricação de móveis de jardim. Por ser feito à base de plástico, a madeira sintética é totalmente impermeável e ideal para ambientes externos, ao contrário das madeiras convencionais.

Outra vantagem que o produto apresenta é ser livre de bactérias, já que o processo de fabricação se dá por intrusão (pressão elevada) e depois é e resfriado. Por isso, também, o material fica livre da ação de cupins. Além disso, o material, assim como a madeira é fácil de ser manuseado, serrado, parafusado, pregado ou colado. Pode ser fabricado na cor da madeira natural ou em qualquer cor que o cliente desejar. “O preço é o de uma madeira de lei, mas acreditamos que, com a produção em escala, esse valor vá cair, já que a matéria prima (resíduos) só tende a aumentar”, diz a diretora.

Serviço

Ecoblock: (31) 3385-9994
www.ecoblock.ind.br

 

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