08/11/2011

No Dia do Urbanismo veja cidades da ficção que nos fazem pensar no futuro

No Dia do Urbanismo veja cidades da ficção que nos fazem pensar no futuro

Fonte: Revista do ZAP

Organização das grandes metrópoles é uma das grandes preocupações atuais

No dia 8 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Urbanismo. Para quem não sabe, o urbanismo é a técnica de organizar as cidades em busca de condições satisfatórias de vida para os habitantes destes centros urbanos. Para comemorar essa data, o Pense Imóveis separou cinco filmes que retratam cidades um pouco assustadoras.

Sejam no futuro ou em uma data indefinida, essas cidades da ficção nos fazem pensar sobre a maneira como nossos centros urbanos serão organizados daqui a anos ou séculos. Se hoje já há muitas pessoas nas grandes metrópoles, cheias de poluição, insegurança e com trânsito infernal, como será o amanhã? 

Confira abaixo como a questão é abordada em cinco filmes selecionados pela redação:


Metrópolis (1927)
A ficção científica, do alemão Fritz Lang, é ambientada em 2026, numa grande cidade governada por um insensível capitalista. Enquanto os poderosos vivem na superfície, os trabalhadores são escravizados pelas máquinas e, condenados a viver e trabalhar no subsolo.

A obra futurista discute a mecanização da vida industrial e, por meio dos efeitos especiais, traz grandes estruturas verticais em uma cidade com passagens suspensas e veículos voadores. A organização da cidade dá-se pela divisão entre ricos e pobres. Destaque para o grande arranha-céu central, uma Torre de Babel contemporânea.
Com seus prédios assustadores, altos e sombrios, Metrópolis exerceu uma forte influencia na arquitetura real. Confira mais informações sobre o filme aqui

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Fuga no Século 23 (1976)
Como o título diz, o filme de Michael Anderson se passa numa cidade do século 23, em que as pessoas não podem viver mais de 30 anos. Quando chegam nessa idade, os jovens habitantes da cidade conhecida como Cidade dos Domos devem entrar uma máquina chamada Carrossel. Supostamente com a função de renovar a vida, a máquina mata as pessoas e as transforma em comida para os demais habitantes.

A cidade do longa está envolta em um domo, que a protege da devastação nuclear do mundo exterior. Para eles, o único meio de  equilibrar a população em um meio ambiente pequeno e fechado é a cultura de que, para um nascer, outro deve morrer. Povoada por jovens a Cidade dos Domos tem parques, construções em forma de pirâmide e cheias de curvas, muitas cores e brilho. Saiba mais sobre o filme aqui

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Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982)
O clássico de Ridley Scott se passa na Los Angeles de 2019 em que os replicantes, robôs criados geneticamente, são banidos da Terra e usados exclusivamente usados para trabalhos perigosos e servis nas colônias extraterrestres. Porém, esses replicantes resolvem desafiar o banimento e retornar para Terra. Entram em cena os “caçadores de andróides”, homens especiais da polícia, que caçam e “aposentam” estes robôs.

Uma nova versão da Torre de Babel, o filme traz gigantes arranha-céus, como um de 700 andares, cercados por fumaça industrial e chuva ácida. Gigantescas imagens em neon flutuam nos céus sobre ruas fedorentas e violentas. O set do filme foi inspirado por diferentes imagens consideradas assustadores por Ridley Scott como a pintura Nighthawks de Edward Hopper, a visão de Hong Kong à noite e, é claro, o filme Metrópolis. Mais informações sobre o filme aqui

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Batman (1989)
No filme de Tim Burton, a Gotham City dos quadrinhos é totalmente escura e parece ser claustrofóbica. A cenografia tentou mostrar o que teria acontecido a Nova York se a cidade não tivesse uma comissão de planejamento urbano e fosse tomada pelo crime.
Sem plano diretor e restrições de altura, os arranha-céus de Gothan avançam sobre as ruas, cheias de pontes. Como o próprio Burton descreveu sua Gotham: “é como se o inferno emergisse do concreto e continuasse crescendo”. Mais informações sobre o filme aqui

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O Quinto Elemento (1997)
Escrito e dirigido pelo francês Luc Besson, o longa se passa na Nova York do longínquo ano de 2263. Uma fumaça escura, causada pela poluição, cobre a superfície da cidade. A solução foi construir uma cidade flutuante com edifícios de mais de seis quilômetros de altura. Pontes entre os edifícios ligam os lugares mais altos. Todos os carros voam e as linhas férreas são enormes viadutos tubulares que passam muito perto dos prédios. Veja mais informações sobre o filme aqui

Os apartamentos são absurdamente pequenos, como o do personagem de Bruce Willis. Talvez porque a população do futuro seja enorme. A cama entra na parede automaticamente transformando o ambiente em uma espécie de sala de visitas. A geladeira vira um chuveiro. Todo o espaço é aproveitado.

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Tags: Urbanismo

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