30/10/2006

No elevador, todo cuidado é pouco

Fonte: O Estado de S. Paulo

O síndico é responsável pelo equipamento que, embora seguro, pode causar acidentes, como deixar uma pessoa presa na porta

Certificar-se de que a cabine do elevador está no andar antes de entrar ou cuidar para não ter uma parte do corpo presa pela máquina são providências que parecem óbvias, mas nem sempre seguidas. Equipamentos mecânicos estão sujeitos a falhas, seja pelo desgaste natural ou pelo uso inadequado.

“O elevador é um meio de transporte seguro, mas é preciso comprar o equipamento de empresas sérias”, recomenda o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Hubert Gebara.

A responsabilidade do que ocorre no condomínio é do síndico. No caso de acidentes, com ou sem vítimas, é ele quem responde perante à Justiça. Se a escolha da empresa for feita pela assembléia do condomínio, ele também será responsável pelo contrato.

Segundo o tenente da Divisão de Comunicação do Corpo de Bombeiros da Capital, Marcos das Neves Palumbo, o condomínio deve seguir as orientações do fabricante. “É um acessório que lida com vidas e, por isso, se deve seguir à risca a manutenção”, alerta.
Palumbo conta que no ano passado foram registradas 1,8 mil ocorrências somente na cidade. Quando uma pessoa fica presa na porta do elevador ou retida dentro da cabine, é preciso chamar os bombeiros e a empresa responsável pela manutenção.

“Se estiver preso no elevador, toque o botão de alarme e espere o socorro. Não tente sair porque ele pode voltar a funcionar a qualquer momento e causar um acidente”, ressalta. O tempo médio de chegada dos bombeiros é de nove minutos. Além de acidentes com ferimentos, corre-se risco de morte.

O Departamento de Controle de Uso do Solo (Contru) é também o órgão público responsável pela fiscalização de elevadores. “O morador deve conversar com o síndico sobre o mau funcionamento do elevador”, explica o diretor do Contru, Elton Zacarias.

“Caso não seja tomada providência, o morador pode fazer uma denúncia, pois todas serão verificadas.” Se for constatada irregularidade, o órgão pode interditar o elevador e orientar a solução do problema.

O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp), Fábio Eduardo Becker Aranha, explica que o medo mais comum das pessoas é de queda da cabine, mas isto é muito difícil por haver freios de segurança.

“O perigo maior está nas portas, pois ocorrem problemas por má conservação.” Ele alerta para que não se jogue água na cabine.

“Isso causa curto na trava e faz com que o elevador trafegue com a porta aberta.”Aranha explica que o síndico deve contratar somente empresas credenciadas pelo Contru.

Serviço

Bombeiros 193; Contru 3241-1001 ou pelo SAC 156; www.secovi.com.br; www.seciesp.com.br  

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