23/09/2007

Nova lei é motivo de polêmica no setor

Fonte: O Estado de S. Paulo

A sanção da lei que trata do uso da energia solar para o sistema de aquecimento de água na capital provocou descontentamento entre entidades representativas do setor de construção civil. Uma das alegações é a falta da participação mais efetiva de técnicos na elaboração da lei, que, na visão das entidades, não deixaria claro como resolver incompatibilidades técnicas.

Em julho, o Sindicato da Construção (Sinduscon), o Sindicato da Habitação (Secovi) e a Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip) assinaram em conjunto carta ao prefeito Gilberto Kassab apontando suas preocupações. “Não somos contra a lei”, diz o presidente da Abrasip, Luiz Olímpio Costi. “Somos contra o texto não ser discutido com a sociedade técnica.”

Para estas entidades, do ponto de vista técnico, a lei seria inaplicável para edifícios altos – aqueles com mais de 15 andares. “É uma oportunidade perdida fazer uma lei tão cheia de pontos discutíveis”, afirma o vice-presidente do Sinduscon, Francisco Vasconcellos.

O vice-presidente de Tecnologia do Secovi, Alberto Du Plessis, diz aguardar a Prefeitura formalizar a participação da entidade nas discussões que definirão a regulamentação. Para ele, uma das implicações da lei será o aumento dos custos. “E quem vai pagar isso é o cliente final.”

Segundo o gerente de ecoeconomia da Secretaria de Verde e Meio Ambiente, Eduardo Aulicino, sugestões do setor serão encaminhadas para a Secretaria de Governo, responsável pela regulamentação, que deverá ocorrer até outubro.

 

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