06/04/2008

Nova linha de crédito imobiliário do BB estará disponível em dois meses

Fonte: O Globo

Alvo é classe média que ganha a partir de 5 salários

O Banco do Brasil (BB) prevê que sua nova linha de crédito imobiliário esteja disponível ao público dentro de dois meses. Autorizada há dez dias pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ela poderá utilizar 10% dos recursos captados pela caderneta de poupança. Ou seja, será bancada pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e aplicada na compra de imóveis no valor de até R$350 mil. O sistema está sendo adequado tecnologicamente ao SFH.

Além dessa linha, o BB oferece crédito imobiliário para imóveis acima deste valor, através do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). E, desde fevereiro do ano passado, também tem duas linhas para clientes do banco e titulares da caderneta Poupex — tanto no SFH como no SFI.

Valor do crédito será, em média, de R$85 mil

O alvo da instituição é a classe média que recebe a partir de cinco salários mínimos, e a expectativa de financiamento é de, em média, R$85 mil. O crédito cobrirá até 80% do valor do imóvel, seja ele na planta, usado ou novo. O mutuário terá até 20 anos para pagar. Segundo Paulo Rogério Caffarelli, diretor de novos negócios do BB, dos R$2 bilhões previstos pelo banco para crédito imobiliário em 2008 — R$1 bilhão da poupança e R$1 bilhão do FGTS — 60% serão destinados a pessoas físicas e 40% ao fomento à produção.

— Financiar a casa própria será um forte elemento de fidelização dos 25 milhões de clientes do banco. No passado, entendia-se que a Caixa era responsável por crédito imobiliário e o BB, pelo crédito rural. Mas hoje a demanda exige que os bancos sejam mais completos, e estamos nos adequando — afirma Caffarelli.

Com condições de competir em pé de igualdade com os três maiores do setor — na ordem, Caixa, Itaú e Bradesco — o Banco do Brasil quer tomar o lugar do Bradesco, até 2012, quando espera ter uma carteira de empréstimos entre R$4 bilhões e R$5 bilhões.

Para o diretor do BB, o Brasil tem plenas condições de aumentar bastante, nos próximos anos, o volume de dinheiro destinado às transações imobiliárias, que hoje não ultrapassam 3% do PIB do país. Numa análise conservadora, continua ele, o Brasil atingiria, em 20 anos, 20% do PIB atual.

 

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