24/08/2007

Nova regra traz mais atrativos para cotista

Fonte: Jornal da Tarde

Juros para quem tem cotas do FGTS caem 0,5 ponto percentual a partir de janeiro do ano que vem

Hélvio Romero/AEZap o especialista em imóveisNovas medidas do governo devem acelerar a construção de novos empreendimentos imobiliários em todo País

No começo do mês de agosto, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) alterou as regras para a concessão de financiamento imobiliário que utilizam os recursos do FGTS, o que fez com que essa linha de crédito se tornasse mais atrativa, principalmente para os trabalhadores cotistas do fundo.

Os juros do financiamento habitacional foram reduzidos em 0,5 ponto porcentual a partir de janeiro de 2008 para quem é cotista do FGTS. Pela nova regra, um empréstimo desse tipo concedido a quem não tiver conta vinculada ao fundo custará 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR) enquanto o trabalhador contribuinte do FGTS há mais de três anos (o cotista) pagará 7,66% mais TR.

A medida também ampliou de R$ 3,9 mil para R$ 4,9 mil o teto máximo de renda bruta familiar exigida para a concessão dessa linha de financiamento para os moradores de todas as capitais e mais regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Nas demais cidades, o limite de renda exigido permanece em R$ 3,9 mil por mês. Isso vai possibilitar o acesso de novos beneficiários aos recursos do FGTS – cujos juros cobrados são mais baixos que em outros financiamentos habitacionais.

As mudanças também incluem o aumento do valor dos imóveis que podem ser financiados com esses recursos. Nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro e mais o Distrito Federal (Brasília), o valor passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil. Nas demais capitais, subiu de R$ 80 mil para R$ 100 mil, e nas cidades do Interior, de R$ 72 mil para R$ 80 mil.

O vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, afirma que essas mudanças foram bastante positivas para o mutuário. “Isso porque, com a ampliação da faixa de renda de R$ 3,9 mil para R$ 4,9 mil e o aumento do valor do imóvel a ser financiado, chegando a até R$ 130 mil, o volume de recursos emprestado pelos bancos passa a ser maior e deve forçar uma queda ainda mais acentuada dos juros cobrados para essa modalidade de empréstimo”, afirma.

O vice-presidente da Anefac fez os cálculos para o financiamento de imóveis, levando em consideração o que se pagava anteriormente, o que se paga atualmente e como vai ficar em 2008. O prazo de financiamento utilizado por Oliveira é de dez anos. Pelos cálculos (ver na página ao lado), o tomador do empréstimo vai conseguir economizar até R$ 5,3 mil. “Esse dinheiro poderá ser usado para cobrir despesas com documentação”, ensina Oliveira.

Entenda as mudanças

Ampliação da faixa de renda
Medida já está valendo para todos os casos

Capitais: R$ 4,9 mil
Demais cidades: continua R$ 3,9 mil

Ampliação no valor do imóvel financiado 
Medida já está valendo para todos os casos

São Paulo, Rio (e regiões metropolitanas) e Distrito Federal: de R$ 100 mil para R$ 130 mil
Outras capitais: de R$ 80 para R$ 100 mil
Cidades do Interior: de R$ 72 mil para R$ 80 mil

Taxas de juros 
Só vale para cotistas do FGTS

Cotistas : 7,66 % ao ano + TR
Não cotistas: 8,16% a.a. + TR
Vale para novos empréstimos concedidos a partir de 2008

 

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