03/05/2012

Novo modelo de ocupação urbana é a meta da nova diretoria do Secovi-SP

Fonte: ZAP Imóveis
Claudio Bernardes (centro)

Com o objetivo de criar novos modelos de ocupação urbana, propor alternativas de fonte de recursos para o setor imobiliário e fazer do Salão Imobiliário de São Paulo (Sisp) um acontecimento imprescindível para o mercado habitacional, o diretor-presidente da Ingaí Incorporadora, Claudio Bernardes, assumiu no início deste ano a presidência do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Confira a entrevista exclusiva do ZAP Imóveis com o executivo.

InfoZAPUma das metas da nova diretoria do Secovi-SP é devolver um planejamento para a cidade. Como o sindicato pretende construir este conceito?
CLAUDIO BERNARDES – Atualmente não temos um instrumento institucional para administrar um território desta dimensão. Será preciso criar um. Em seguida vamos identificar, dentro desta área que se pretende elaborar um planejamento, a vocação de cada uma das regiões. Veremos qual província tem competência ambiental, qual tem aptidão para a indústria, para a agricultura e para habitação. Partindo deste princípio, será possível estabelecer um plano da ocupação deste território e estabelecer de forma ordenada a integração com um sistema de comunicação e transporte entre as principais cidades. Este projeto vai permitir uma capilaridade maior nestas regiões e, com isso, será possível morar a 70 quilômetros de São Paulo, e muito confortavelmente e rapidamente, através de um sistema de transporte eficiente, trabalhar na Avenida Berrini sem carregar o sistema de mobilidade que temos hoje na cidade.

E o primeiro passo já foi dado?
Sim. Foi firmado um convênio da Secretaria do Desenvolvimento Urbano com a Fundación Metrópoli da Espanha que já tem feito estudos parecidos na Europa. Tendo um plano piloto para entender as necessidades institucionais ficará mais fácil propor um projeto de lei que estabeleça os mecanismos necessários para que possamos gerenciar esse
novo território.

Além disso, o que está nos planos da nova direção do Secovi-SP e que deve interferir nas diretrizes do mercado imobiliário? Criamos recentemente um grupo que vai analisar novas alternativas de fontes de recursos para o mercado. Pois, incrementar a oferta de recursos, que hoje é amparado pela caderneta de poupança, faz com que seja possível também segurar eventual subida dos juros. Vamos estudar melhor os fundos imobiliários, por exemplo, e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são papéis de longo prazo para garantir as expectativas do setor.

Quais são as perspectivas do mercado para este ano? O mercado de imóveis veio de um crescimento bastante forte nos últimos anos, inclusive em 2010, quando acompanhou também a economia, que registrou um crescimento do PIB de 7,5%. Em 2011, a economia brasileira apresentou queda e em todos os ramos também houve redução, mas nos adaptamos. Agora, neste ano, o setor deverá continuar crescendo gradualmente, acompanhando o desenvolvimento do País. Os empresários estão otimistas dentro deste principio. Não vai existir espaço para um avanço estrondoso, mas sim firme e gradual. Em relação ao ano passado o mercado imobiliário deve crescer cerca de 3,5%.

Qual o segmento de imóveis que deverá puxar este crescimento? A classe econômica depende um pouco das políticas públicas para incrementar os negócios, como o ‘Minha Casa, Minha Vida’, que depende de subsídio e, às vezes, na região metropolitana não há auxílio suficiente. Mas agora há um acordo com o governo do Estado com o objetivo do ‘Minha Casa Paulista’ suplementar o ‘Minha Casa, Minha Vida’. Então, dependendo dos acordos, obviamente a classe de renda mais baixa vai fortalecer, porque terá uma demanda alta. Mas, de qualquer maneira, haverá um crescimento grande da classe C. Imóvel de dois dormitórios para essa população será um negócio que vai ocorrer ainda em 2012.

Por falar em imóveis para a classe C, haverá Salão Imobiliário de São Paulo (Sisp)? Não houve evento em 2011, porque ambicionamos modificá-lo. O Sisp sempre foi uma mistura de feira institucional para as empresas, aliado a venda de imóveis. Entretanto, surgiram algumas dúvidas sobre manter esta parte institucional. Além disso, em 2011 as empresas já haviam vendido muitos imóveis e já não tinham mais para comercializar na feira. Mas estamos estudando econversando com possíveis parceiros. Pode ser que deixe de acontecer em setembro, como nos anos anteriores. Mas, por enquanto, tudo não passa de conjecturas. Acredito que teremos, em breve, mais informações.

3 Comentários

  1. Será um grande passo se o empresariado imobiliário focar o Planejamento Urbano porque toda a nação irá ganhar com isso, porém, teremos que pensar a longo prazo e é esse o grande desafio.

  2. recisamos criar um movimento para incentivar o desenvolvimento do Tucuruvi e da Região Norte.Chega de atravessar a cidade em busca de oportunidades de negocios, empregos,diversão e lazer.Infelizmente nosso bairro não oferece oportunidades, temos que nos deslocar para o extremo oposto da cidade todos os dias,desperdiçamos dinheiro, combustivel,tempo,horas de descanso e convivio familiar.Precisamos parar de levar recursos financeiros para outras regiões de São Paulo, tais como Zona Sul e Zona Oeste.Vamos investir em nossa região, para que possamos crescer e desenvolver oportunidades de negocios, gerando economia de tempo, dinheiro, combustivel,e melhoria na qualidade de vida para os moradores da Zona Norte.Precisamos descentralizar a cidade de São Paulo, criando mecanismos para cada bairro possa ser auto-suficiente, para que os moradores não precisem buscar oportunidades em outras regiões.Se tivermos comercio forte, moradia e emprego formaremos um tripé para um desenvolvimento economico de nossa região

  3. Precisamos criar um movimento para incentivar o desenvolvimento do Tucuruvi e da Região Norte.Chega de atravessar a cidade em busca de oportunidades de negocios, empregos,diversão e lazer.Infelizmente nosso bairro não oferece oportunidades, temos que nos deslocar para o extremo oposto da cidade todos os dias,desperdiçamos dinheiro, combustivel,tempo,horas de descanso e convivio familiar.Precisamos parar de levar recursos financeiros para outras regiões de São Paulo, tais como Zona Sul e Zona Oeste.Vamos investir em nossa região, para que possamos crescer e desenvolver oportunidades de negocios, gerando economia de tempo, dinheiro, combustivel,e melhoria na qualidade de vida para os moradores da Zona Norte.Precisamos descentralizar a cidade de São Paulo, criando mecanismos para cada bairro possa ser auto-suficiente, para que os moradores não precisem buscar oportunidades em outras regiões.Se tivermos comercio forte, moradia e emprego formaremos um tripé para um desenvolvimento economico de nossa região

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