05/11/2012

Novo perfil de consumidor exige adaptações do mercado imobiliário

De acordo com Eduardo Terra, executivo da Ibevar, consumidor atual está mais “instrumentado, interconectado e inteligente"

Fonte: ZAP Imóveis

Além do crescimento do poder aquisitivo das classes sociais mais baixas, surge um novo segmento no Brasil que tem exigido uma mudança no comportamento de construtoras e imobiliárias: o jovem que busca morar sozinho.

Novo perfil de consumidor exige adaptações do mercado imobiliário

Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2011, eram 7,8 milhões de brasileiros morando sozinho, cerca de 800 mil a mais do que o registrado em 2009. A maior proporção de domicílios com apenas um morador ficava na região Centro Oeste, com 13,8%.

“Os solteiros e os sem-filhos já representam 27% das vendas dos imóveis novos. É preciso entender esta segmentação”, apontou o prof. Eduardo Terra, diretor geral da UBS Escola de Negócios e vice-presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo).

Em palestra realizada durante a Convenção Secovi, o especialista no assunto afirmou que o consumidor atual está mais “instrumentado, interconectado e inteligente” e que houve uma quebra no modelo tradicional de compra pelo imóvel. Com o advento da internet e, agora por meio da “febre” das redes sociais, o interesse deste público na aquisição de um bem tem surgido no modo online, e não mais no off-line como antigamente, explica Terra. “Entender este consumidor está cada vez mais complexo.

Fenômenos como a Apple, o Facebook, o Twitter, o Google, revolucionaram esta relação. Por isso, precisamos de novas estratégias para o mercado imobiliário, que ainda está um pouco atrasado no marketing, por exemplo. A ativação de marcas precisa começar pela web”, orienta o professor. Eduardo Terra acrescenta ainda que para entender este novo perfil do consumidor brasileiro é preciso que o mercado invista mais em pesquisas e que defina a segmentação do público-alvo do imóvel antes mesmo do lançamento da obra.

“A própria Classe C está navegando na internet muito mais do que há cinco ou seis anos. Todo mundo está preocupado com a geração Y”, avisa. “Mas é preciso entender que também há preocupações com esta nova classe que está surgindo, como a inadimplência, principalmente”, finaliza.

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