16/09/2013

Novo Plano Diretor pode encarecer imóveis em SP em até 70%

Conforme a região, aponta simulação do Secovi, o valor final do imóvel poderá ser até 25 vezes maior

Fonte: ZAP Imóveis

As novas regras que deverão ser impostas com o novo Plano Diretor da cidade de São Paulo, elaborado pela Secretaria de Planejamento Urbano da prefeitura, deverão tornar os imóveis ainda mais caros.

A principal causa da alta é em relação ao custo das outorgas onerosas, as licenças compradas pelas incorporadoras para construir acima do limite permitido (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Segundo uma simulação feita pelo Secovi-SP (sindicato da habitação), haverá uma significativo aumento entre o atual patamar dos preços em comparação com o que propõe o novo programa urbano para a Capital.

A principal causa da alta é em relação ao custo das chamadas outorgas onerosas (licenças compradas pelas incorporadoras para construir acima do limite permitido). Conforme a região, aponta a entidade, o valor poderá ser até 25 vezes maior. Isso pode representar um aumento de 60 a 70% no preço final do imóvel.

“Temos dúvidas em relação à previsibilidade e à segurança jurídica, às contrapartidas financeiras, aos novos índices de aproveitamento do solo, à questão do limite de área não computável para vagas de garagem e sobre os modelos propostos para a produção de habitações nas Zonas Especiais de Interesse Social [Zeis]”, afirmou o presidente do sindicato, Claudio Bernardes, via nota.

O Plano Diretor é a lei que traça as diretrizes para o planejamento urbano da cidade, incluindo normas de como os terrenos devem ser ocupados e em quais zonas do município haverá concentração de residências ou indústrias.

“Somos os primeiros a defender melhor qualidade de vida. Mas também defendemos a viabilidade do mercado. Quem vai pagar esse aumento são os paulistanos que, precisando morar, vão buscar unidades mais baratas no Grande ABC e imediações, piorando a mobilidade, pois o emprego continuará aqui. Assim, a meta de arrecadação da prefeitura não será atingida, pois as empresas do setor irão para localidades onde seja possível empreender. Afinal, se viver na cidade é um direito de todos, elitizá-la tirando do mercado a possibilidade de oferecer habitações a preços compatíveis com o poder aquisitivo, sem dúvida rompe esse direito”, completou Bernardes.

Ainda segundo a nota, o secretário da pasta de Desenvolvimento Urbano, Fernando Mello Franco, se mostrou sensível às ponderações feitas.

“A lógica é uma associação entre a rede de transportes e a priorização da produção imobiliária ao longo dessa rede”, disse Franco.

7 Comentários

  1. É sempre benéfico, quando se juntam aos planos e projetos do poder público, a experiência empreendedora da classe empresarial, num debate técnico, onde se somam as forças, ampliando as possibilidades de se chegar mais facilmente aos acertos necessários.

  2. o aluguel de imóvel está alto,a prestação nem se fala,o que adianta dá um chega prá-lá naqêles que precisam adquirir o seu imóvel, sendo que,o transporte é ruim,a violencia incontrolável,a saúde pública précaria.

  3. Estive presente na reunião onde estas questões foram discutidas, e fico assustada com a incapacidade da mídia de traduzir uma informação técnica de maneira fidedigna.

  4. Medidas como estas ” Puramente Populista” afetam diretamente os sonhos e planos de alcançar condições melhores de moradia da classe media paulistana. Afinal ela é a grande força produtora desta cidade e trabalha muito duro para poder conseguir comprar um imóvel!

  5. Num País ou num Estado (São Paulo) com toda esta grandeza que tem, a ideia não é justamente descentralizar?. O Centro de São Paulo e também os “Novos Centros”, cresceram e ainda continuam crescendo desordenadamente, refletindo principalmente na FALTA DE SEGURANÇA GERAL, o que sem ela, de nada adianta desenvolver os outros setores. Assim, entre qualidade de vida e/ou viabilidade de mercado, fico, pelo menos neste momento, só com a primeira opção. Obs.: NÃO SOU “PETISTA”

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