27/01/2007

Novos aparelhos, nova rede

Fonte: Jornal da Tarde

A variedade de novos equipamentos para o lar exige que se tome cuidado com a instalação elétrica

Vivi Zanatta/AEZap o especialista em imóveisMilena Guirão, do Procobre, que criouo Programa Casa Segura, para incentivar a troca periódica da fiação elétrica

Há duas décadas, uma casa equipada com aparelho de DVD, televisão de plasma, banheira de hidromassagem, computador, forno de microondas e chuveiros superpotentes só existia em filmes de ficção científica. Só que a maioria dessas invenções chegou tão rapidamente aos lares brasileiros que, para funcionarem corretamente e com segurança, as instalações elétricas das casas construídas 20 anos atrás precisam ser reformadas.

Baseados no cotidiano das famílias, no passado, os construtores planejavam as casas e apartamentos para suportarem uma demanda elétrica bem menor do que a atual. “Sem uma reforma, a fiação pode ter um superaquecimento e causar um curto-circuito. Os riscos de ocorrer um incêndio, por exemplo, são grandes”, afirma Álvaro Luccas, 46 anos, consultor da Associação Brasileira dos Revendedores e Distribuidores de Materiais Elétricos (Abreme).

A própria casa começa a dar sinais de que chegou o momento de reformar a instalação elétrica. O mais comum é quando o disjuntor – peça que fica dentro do quadro de luz – começa a desarmar quando dois aparelhos são ligados simultaneamente. Outro indício é quando os fios e a caixa de distribuição esquentam demais.

“O síndico de um prédio é capaz de descobrir quando é preciso refazer as instalações elétricas”, ensina Milena Guirão, coordenadora de marketing do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). “A primeira coisa a checar é se os fios estão com manchas pretas e o quadro de distribuição apresenta calor excessivo.”

Junto com outras instituições ligadas a fabricantes e profissionais da área de materiais elétricos, o Procobre deu início, em 2006, ao Programa Casa Segura, para conscientizar os moradores de condomínios mais antigos a fazer a manutenção da rede elétrica. “A maioria dos edifícios de São Paulo com mais de 20 anos teve poucas reformas nesse sentido”, diz Milena.

O descuido com a fiação não é exclusividade dos prédios. Desde 2002, o Procobre já fazia pesquisas para identificar problemas com os sistemas e, após visitar 626 casas da Cidade, constatou o mesmo tipo de deficiência.

A economia com a reforma elétrica costuma ser expressiva. Fios antigos e desgastados e sistemas mal planejados geram perda de energia, que reflete em um aumento da conta de luz no fim do mês. “Vale a pena fazer esse investimento, porque traz benefícios econômicos e de segurança e é algo com que o morador só vai se preocupar após dez anos”, recomenda Laércio de Sousa, presidente da Associação Brasileira pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos (Qualifio).

 

Infográfico/AEZap o especialista em imóveis

 

 

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