12/06/2009

Novos projetos para todas as idades

Fonte: Jornal da Tarde

Empresas investem em itens para facilitar a acessibilidade e conquistar outro perfil de comprador

Baseadas em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como os que indicam que pessoas com mais de 60 anos irão corresponder a 15% da população do país em 2025, empresas como a incorporadora Tecnisa e a construtora J. Bianchi, na Grande São Paulo, começam a investir em projetos com itens que facilitem a acessibilidade mirando mudanças no perfil de compradores.

Um projeto da Tecnisa, elaborado por uma equipe multidisciplinar, será lançado na Água Rasa já com essa preocupação, e, a partir de 2010, esses itens devem ser estendidos para todos os seus novos empreendimentos.

A arquiteta Patrícia Valadares, gerente de projetos da incorporadora, conta que a empresa descobriu que haviam prédios voltados originalmente para jovens casais, mas onde 15% dos moradores tinham mais de 55 anos.

No projeto, estão previstos escada na piscina, portas mais largas e banheiros adaptados na área comum, bem como pisos opacos no hall. “São medidas que beneficiam todas as faixas etárias”, completa Patrícia.

A construtora J. Bianchi pretende ampliar o conceito Lifetime Home, construção flexível e adaptável a diversas condições, para todos os seus empreendimentos. São dois projetos com paredes de drywall, sem vigas e com instalação hidráulica e elétrica sob forros: o Olímpia, em Suzano, foi entregue em abril e o Odeon, em Mogi das Cruzes, será entregue em novembro.

As unidades possuem portas internas com largura de 82 cm, pisos antiderrapantes na área interna e previsão de instalação de barras de apoio nos banheiros, além de mudança da altura de interruptores e tomadas.

Para a arquiteta Sandra Perito, da mesma forma que a sustentabilidade, a acessibilidade promete se popularizar.

O arquiteto Rogério Romeiro lembra que o conceito deve estar relacionado ao acesso a áreas esportivas. “Antes escondido em casa, hoje o portador de deficiência física e o idoso são participativos. Quem não atender esses requisitos terá um mercado mais restrito.”

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