03/02/2008

O ambiente agradece

Fonte: O Globo

Elementos sustentáveis se multiplicam na nova safra de prédios erguidos mundo afora

Léa Cristina Zap o especialista em imóveisNo terminal 4 do Aeroporto de Madri, a cobertura é de bambu, material auto-renovável. E, do teto, círculos de aço refletem a luz de luninárias direcionadas para eles, reduzindo o uso de lâmpdas

 

Turbinas que geram eletricidade a partir da força do vento e placas que transformam a energia solar em elétrica, além de terraços-jardins, sistemas de ventilação cruzada e de espelhos d’água, que ajudarão a manter a construção em boas condições climáticas. Todos esses elementos — que até pouco tempo soavam como devaneios de ambientalistas lunáticos ou de arquitetos exibicionistas — agora se multiplicam por edifícios mundo afora.

A sustentabilidade na arquitetura foi o tema de uma pesquisa do arquiteto Sérgio Caldas, apresentada durante palestra no I Salão do Imóvel do Rio. Caldas fez um paralelo entre o que se produz em território nacional e o que se faz no exterior — o Brasil, embora esteja engatinhando nesse quesito, garante ele, tem projetos no nível dos países de Primeiro Mundo.

Divulgação Zap o especialista em imóveisFachadas verdes: os terraços-jardins em todos os andares, ajudarão a criar um clima mais ameno no edifício residencial San Juan, em Porto Rico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

‘Princípios do modernismo estão sendo resgatados’

Divulgação Zap o especialista em imóveisTurbinas eólicas e painéis fotovoltáicos instalados na fachada do Cor, em Miami, vão transformar vento e luz solar em eletricidade

Entre as edificações prontas — a maioria está começando a ser construída — está o Terminal 4 do Barajas, o Aeroporto Internacional de Madri, inaugurado em 2006. O arquiteto Richard Rogers apostou na economia de energia, sem que o cliente tivesse encomendado critérios sustentáveis. Assim, o telhado ondulado, revestido de bambu (considerado ecológico, por ser auto-renovável) tem áreas com grandes clarabóias, maximizando a luz natural, e outras em que círculos de aço refletem e espalham a luz de luminárias viradas para o teto, reduzindo o uso de lâmpadas.

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisIluminação natural: todas as sacadas do Cacto Urbano, em Roterdã, terão pé-direito duplo, aumentando a incidência de luz solar

 

  

— Durante anos, o aproveitamento dos recursos naturais foi deixado de lado por causa do entusiasmo com sistemas de iluminação e de refrigeração cada vez mais modernos. Até academicamente: na faculdade, só tive uma disciplina de conforto ambiental. Agora, a arquitetura resgata princípios do modernismo, como a ventilação cruzada e os terraços-jardins — ressalta Caldas.

 

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