05/01/2010

O ano de 2009 foi das construtoras na Bolsa

Fonte: Globo online
Valorização é comparável apenas à de 2003 (Foto: Divulgação)
Valorização é comparável apenas à de 2003 (Foto: Divulgação)

Faltando apenas seis pregões para o investidor estourar o champanhe, o Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), deve encerrar o ano com alta de cerca de 80% (77,88% até sext ano de 2009 se aproxima do fim e é hora de fazer as contas. Quem olha para trás e ignora o que aconteceu antes de janeiro nem acredita que vivemos “a pior crise desde 1929”, como a-feira). A valorização é comparável apenas à de 2003, quando a Bolsa subiu 97,34%.

No cenário atual, o grande vencedor foi o setor da construção civil, cujas ações sobem, em média, 204%, até dia 14, revela reportagem de Felipe Frisch publicada na edição desta segunda-feira no Globo. Foi justamente o segmento da economia que mais apanhou no mercado de ações no ano passado, devido à sua dependência do crédito e à perspectiva de que as torneiras dos bancos secariam.

Em seguida, vem o segmento de shoppings, fortemente correlacionado e cujas ações já sobem 196% no ano prestes a acabar.

Chama atenção ainda o desempenho das ações das mineradoras, com alta média de 178%. O setor é o de maior peso na Bolsa brasileira (devido ao peso das ações da Vale), com o de petróleo (com a Petrobras), ambos sendo responsáveis por cerca de 18% do Ibovespa cada. É importante frisar ainda que nenhum segmento ficou negativo no ano na Bolsa, descaracterizando de vez o cenário de crise. Na lanterninha, ficou o setor de alimentos e bebidas, com alta de 49,39%.

Não à toa, agora o setor está entre os mais recomendados pelos analistas para 2010, com outros segmentos ligados ao mercado interno, diante das apostas em um crescimento do país de 5%. A chefe de análise da Fator Corretora, Lika Takahashi, destaca o segmento e ainda: bancos, empresas de varejo, shoppings, telefonia e os novatos na Bolsa: saúde e educação.

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