15/12/2007

O ano dos imóveis econômicos

Fonte: Jornal da Tarde

Em 2008, construtoras vão voltar à produção para atender a demanda da classe média

As construtoras e incorporadoras decidiram centrar fogo nos imóveis com preços econômicos em 2008 e, com isso, fisgar de vez a classe média. Neste ano, as empresas do setor produziram cerca de 100 mil unidades com preços entre R$ 60 mil eR$ 130 mil, e devem ampliar este número entre 20% e 30% para o próximo ano. Algumas companhias, contudo, devem aumentar ainda mais os investimentos no chamado segmento habitacional e conômico.

Carol Guedes/AE Zap o especialista em imóveisFachada do FIT Jaçanã, que ficará pronto em setembro de 2008

 

 

 

 

 

 

 

A grande vantagem para o consumidor é que, nestes casos, há facilidades para a liberação do financiamento, como redução da burocracia  e da renda exigida. Muitas empresas exigem apenas uma renda de cerca de três salários mínimos mensais (R$ 1.140) para aprovar a compra financiada.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon), João Cláudio Robusti, a força nos investimentos econômicos e populares é justamente a demanda. “O mercado de imóveis de alto padrão é bastante limitado. Por outro lado, há muita procura por casas e apartamentos de valor mais modesto”, explicou.

Pensando justamente neste conceito, a Tenda, construtora especializada no segmento, prevê um aumento pouco superior a 50% na produção de casas populares. A empresa construiu 18 mil unidades neste ano (28% delas em São Paulo) e pretende erguer 30 mil em2008 (39% no Estado). “Os projetos terão algumas inovações, com linhas mais modernas”,
revelou o diretor-executivo da Tenda, André Vieira, afirmando
que o consumidor não busca apenas preço baixo, mas também
qualidade e beleza.

A diretora de desenvolvimento da FIT Residencial, Daniela Ferrari, confirma essa “exigência” dos consumidores da classe média. “Os empreendimentos temde ter um diferencial de lazer, qualidade no acabamento e localização próxima a transporte e comércio, além de dar condições para que o interessado possa comprar o produto”, disse.

Segundo o diretor de finanças da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Paulo Mazzali, a empresa pretende fazer entre 9 e10 mil unidades com preços entre R$
40 mil eR$ 100mil em 2008 – a maior parteno Interior de São
Paulo, como na região de Campinas. Recentemente, a companhia comemorou o sucesso de vendas do empreendimento Vilas de São Vicente, no Litoral. “Não havia
um lançamento na cidade há muito tempo, e tinha demanda. Vendemos 50% das 300 unidades em um mês.”

Pensando em fisgar o consumidor da classe média, a Lopes, intermediadora de lançamentos imobiliários, lançou em outubro a Habit casa, uma unidade de negócios direcionada para imóveis do segmento econômico. O diretor de atendimento da empresa, Maurílio Scacchetti, afirma que há um estoque de 27 mil unidades no Estado para serem vendidas em 2008. “Nos últimos dez anos o mercado investiu em médio e alto padrões. Hoje, há espaço no segmento econômico.”

 

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