30/10/2006

O trem que fez a região avançar

Fonte: O Estado de S. Paulo

Desenvolvimento

Pirituba (que em tupi significa “um pouco alagado”) não se restringe à ocupação. Ela pode começar a ser contada em 1.º de fevereiro de 1885, quando foi inaugurada a estação ferroviária de Pirituba, pela São Paulo Railway Company. Considerada marco de desenvolvimento da região, a estação atraiu moradores e visitantes, que formaram um povoado ao redor, no local onde 50 anos mais tarde surgiria o bairro. A estação ferroviária foi criada na época em que se iniciou a expansão da produção do café em São Paulo.

O produto era levado ao Porto de Santos por linha férrea. O aumento da atividade levou a São Paulo Railway Company – companhia inglesa de transporte ferroviário – a inaugurar a parada de Pirituba, para dali também retirar o café produzido em fazendas próximas. As terras pertenciam ao coronel Anastácio de Freitas Trancoso, que instalou ali a Fazenda do Anastácio.

Com a morte do coronel, em 1839, a fazenda foi administrada pelos herdeiros, até ser comprada pelo brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e pela mulher, a marquesa de Santos. Em 1860, quando começaram as obras da ferrovia, a propriedade foi dividida em duas.

No início do século passado, a área total acabou adquirida pela Cia. Armour do Brasil. A partir daí, foram sendo construídos os loteamentos que fizeram Pirituba progredir. Na década de 1960, o desenvolvimento do bairro era tão grande (cerca de 140 fábricas estavam instaladas nas imediações) que se cogitou a emancipação.

Mas o movimento não teve força e um plebiscito, realizado em 14 de junho de 1964, decidiu que o bairro continuaria ligado à capital. Atualmente, a área tornou-se um importante centro industrial, mas também se destaca por suas áreas verdes.

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