06/04/2007

O velho é a novidade

Fonte: Jornal da Tarde

Leis inibem novos prédios, e reformar casas antigas é a tendência no Alto de Pinheiros

Jonne Roriz/AEZap o especialista em imóveisVista da Praça Panamericana, símbolo da qualidade de vida do bairro

Com exceção das árvores centenárias que fazem sombra contínua em suas ruas e avenidas, no Alto de Pinheiros, o velho está dando lugar ao novo. Ofertas de casas antigas de alto padrão, cujo tempo de construção chega até 40 anos,estão ocasionando uma renovação estrutural dos imóveis do bairro e reaquecendo o mercado imobiliário de uma das regiões mais agradáveis de São Paulo.

Corretores e especialistas do setor afirmam que o período é favorável àqueles que ainda alimentam o sonho de morar em um dos bairros com maior concentração de verde por metro quadrado da Capital. O único detalhe, porém, é que o interessado também deve estar preparado para investir na reforma do imóvel.

“O bairro está se modernizando. As pessoas estão comprando e reformando as casas antigas. Com isso, está havendo uma renovação e valorização dos imóveis no bairro”, atesta Sara Miguel Sguillaro, corretora da imobiliária Local Imóveis, uma das mais atuantes na região.

A representante comercial Marta Maria Wright da Silveira, 43 anos, foi uma das pessoas que optaram pela empreitada. Há cinco anos, ela e o marido compraram uma casa de aproximadamente 30 anos no miolo do Alto de Pinheiros. Era só o início da realização de um sonho.

Os nove meses de uma reforma praticamente completa da casa custou quase o mesmo preço do imóvel adquirido, cerca de R$ 500 mil. Mas o investimento não foi em vão. “Ficou bárbaro. Nós nunca pensamos em ter retorno financeiro, só queríamos realizar um sonho. Mesmo colocando no papel, saímos ganhando, porque o imóvel se valorizou”, disse Marta.

Entre as principais necessidades de reforma na casa estavam a construção de um telhado, a troca de todo o sistema de encanamento e fiação elétrica e o levantamento de um muro mais alto na fachada, característico nas novas residências do bairro.

Segunda a corretora, essa é uma tendência na região do Alto de Pinheiros. Como o bairro é estritamente residencial e sua lei de Zoneamento vigente não permite edificações superiores a três andares na maior parte do seu território, vendas e locação de casas compõem as principais ofertas da região. “Os imóveis com os preços na faixa real de mercado são vendidos em até seis meses.”

 

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