30/10/2006

Obra do Maracanã para o Pan ficará mais cara

Fonte: O Globo

Estado analisa reajuste de contrato de empreiteira para acabar reforma. Alerj pedirá esclarecimento ao CO-Rio

Os custos do governo do estado para preparar o Complexo Esportivo do Maracanã para os Jogos Pan-Americanos de 2007 já chegam a cerca de R$80 milhões, e ainda vão aumentar. A Empresa de Obras Públicas (Emop) estuda se há base legal para reajustar o contrato do consórcio de empresas que toca o projeto ou se haverá necessidade de uma nova licitação. O valor, que ainda não foi divulgado, permitiria a realização de obras que ainda não começaram e foram listadas no relatório de acompanhamento do Pan, que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou anteontem. Em seu voto, o ministro Marcos Vilaça manifestou preocupação com o atraso das obras dos jogos, incluindo o ginásio do Maracanãzinho.

O aditivo aos contratos é considerada a melhor solução, porque o prazo para a realização de uma nova licitação é considerado muito apertado. O estado se comprometeu com o Comitê Organizador dos Jogos (CO-Rio) a concluir a reforma até dezembro.

– O contrato original das obras era para reformar o estádio para o Mundial Interclubes (2000). Logo em seguida, o Rio ganhou a disputa para o Pan de 2007. Várias obras que não eram previstas precisaram ser realizadas, como a reforma do Parque Aquático Júlio Delamare e do Maracanãzinho – explicou o presidente da Suderj, Sérgio Emilião.

Segundo o relatório do TCU, entre os projetos que ainda não saíram do papel estão: a compra e instalação de escadas rolantes e elevadores para o Museu do Futebol; reformas no estacionamento interno para permitir melhor circulação de caminhões; e a reabertura de dois acessos para o gramado, que atualmente estão bloqueados por paredes.

Os problemas no canteiro de obras, que também vão levar o Estádio Olímpico do Engenho de Dentro (Engenhão) a custar cerca de R$100 milhões acima do inicialmente orçado, levaram a comissão de acompanhamento do Jogos, na Alerj, a convocar uma reunião para a próxima quinta-feira, com Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para que detalhe os preparativos do evento.

O presidente da comissão, Paulo Ramos (PDT), também requisitou ao TCU cópia do relatório recém-aprovado. O documento mostra que o Tribunal de Contas investiga indícios de superfaturamento no pagamento pelo Ministério do Esporte do aluguel, por R$25 milhões, dos apartamentos da Vila Pan-Americana à construtora Agenco, que não se pronunciou. Ontem, a assessoria do ministério prometeu divulgar nota sobre o caso, o que não aconteceu.

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