24/12/2006

Obras de arte em domicílio

Fonte: O Globo

Empreendimentos criam espaços que destacam e valorizam a cultura

Em tempos de valorização da cultura, o mercado imobiliário resolveu apostar na aproximação de público e arte. Acaba de ser inaugurada na Península, na Barra da Tijuca, uma galeria de exposições aberta ao público. Lançada em 2003, a Península já tinha um museu ao ar livre. Assim como o condomínio Rio 2, também na Barra. Experiências que têm como precursor o condomínio Praia Guinle, em São Conrado, o primeiro a utilizar obras de artistas e dar o nome deles aos prédios.

No início dos anos 80, a Gafisa – na época, Gomes de Almeida Fernandes – lançou o Praia Guinle e deu a cada um dos quatro prédios que compõem o condomínio os nomes de Manabu Mabe, Bruno Giorgi, Francisco Brennand e Ascânio MMM. As obras de cada um estão nas respectivas portarias:

– Durante muito tempo, os lançamentos da Gafisa ganharam nomes de artistas, principalmente de pintores – explica o diretor da construtora Luiz Henrique Rimes.

A Carvalho Hosken, dona dos terrenos da Península e do Rio 2, inovou ao destacar a arte nas áreas comuns dos condomínios. Segundo seu diretor de Marketing, Ricardo Corrêa, tudo começou com o apreço à arte do dono da companhia, Carlos Carvalho, um grande colecionador, que doou várias peças de seu acervo:

– Na Península, algumas obras tiveram o lugar demarcado antes de o primeiro prédio subir – diz Corrêa.

No Rio 2, lançado em 94, são 200 obras de arte entre esculturas, chafarizes e réplicas clássicas. Um investimento de R$1,5 milhão. Há peças de Alfredo Ceschiatti (autor do monumento aos Pracinhas, no Rio), Mario Agostinelli e Helio Rodrigues.

Já a Península une um grande acervo de esculturas clássicas e obras contemporâneas, como as do artista plástico Franz Weissmann. Obras avaliadas em R$2,2 milhões. A galeria, inaugurada mês passado como Espaço Cultural Península, tem 800 metros quadrados e exibe a exposição “A casa art déco carioca”, que poderá ser visitada até 3 de fevereiro.

Condomínio Cores da Lapa terá um ateliê de pintura

O condomínio Cores da Lapa, da Klabin Segall, ainda em construção, não terá obras de arte. Mas contará com um espaço destinado aos moradores que queiram colocar em prática o seu lado artístico. O projeto do empreendimento, voltado para o público de classe média baixa, inclui um ateliê de pintura:

– O ateliê terá uma área de 80 metros quadrados com cavaletes, pias, mesas e armários para que as pessoas tenham comodidade e espaço adequado a seus materiais – explica a diretora de Marketing da Klabin Segall, Marcella Carvalhal.

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