24/02/2007

Obras dobraram valor de unidade

Fonte: O Estado de S. Paulo

Flats em prédio no Itaim Bibi viraram apartamentos; há dois anos valiam R$ 55 mil cada; hoje, R$ 130 mil

A localização do edifício era excelente, no bairro do Itaim Bibi, zona sul. Mas o preço dos apartamentos estava muito abaixo do valor de mercado. Por causa da má conservação do imóvel, os proprietários das unidades de um flat na Rua Pedroso Alvarenga estavam perdendo dinheiro. “O prédio estava deteriorado, os preços vinham decaindo e o valor do condomínio era alto”, afirma Gustavo Lafayete de Queiroz, um dos conselheiros do condomínio.

Para inverter a tendência de desvalorização, os condôminos decidiram fazer uma reforma completa, o chamado retrofit. “Foi difícil convencer os proprietários, mas no fim todos concordaram”, afirma Queiroz. Contrataram uma empresa de administração de condomínio especializada em retrofit. Mas não gastaram nada além da taxa de condomínio – R$ 570,00.

O segredo, segundo Queiroz, foi enxugar gastos e repassar a economia para a reforma. “Tinha telefonista, gerente que só oneravam o condomínio”, diz. Esses serviços foram eliminados. Em dois anos, o flat foi transformado totalmente em edifício residencial.

Tudo foi trocado. Desde instalações hidráulicas, elétricas, elevadores, sistema de segurança até o uso das áreas comuns. A antiga sala de convenções virou academia de ginástica. E o jardim ainda vai ganhar um charmoso espelho d’água.

Segundo Queiroz, ainda faltam três meses de reforma, mas os resultados já aparecem no bolso. “Há dois anos, um flat aqui era comprado por R$ 55 mil. Hoje, vale cerca de R$ 130 mil.” A ocupação também aumentou. Antes, apenas 50% do prédio tinham moradores. “Hoje há no máximo dois apartamentos vagos entre 150 apartamentos”, diz.

A taxa média de valorização é de 70% quando se faz retrofit, segundo Gad Adler, o sócio da Techsys, administradora contratada. “Se o metro quadrado vale R$ 1 mil e a região comporta R$ 4 mil é hora de fazer o retrofit”, afirma.

Segundo ele, a reforma passa por três fases. A primeira é de reparos na infra-estrutura do prédio: troca das instalações elétricas, hidráulicas e elevadores – o que dura de 18 e 24 meses. A segunda é de atualização do dos espaços comuns e reforma de fachadas. Na terceira, são instalados recursos de manutenção preventiva.

 

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