24/11/2006

Os dez mandamentos da Habitação

Fonte: Editoria Zap

Um guia com questões que todo candidato a mutuário deve saber antes de assinar um contrato

1- Pegue o menor valor de crédito possível, dando uma entrada grande no imóvel. Quanto menor o valor financiado, melhores condições o mutuário terá: poderá financiar o imóvel num prazo menor (avaliando sua situação econômica) e pagar uma prestação menor, iniciativas que são aconselháveis. Para conseguir dar uma entrada de grande valor, o único jeito é poupar.

2- Comprometa, no máximo, 20% de sua renda com o pagamento das prestações.

3- Compre um imóvel simples, que esteja dentro de suas possibilidades financeiras e de acordo com suas necessidades. Depois que conseguir ser proprietário, pode migrar para um financiamento de um imóvel mais caro.

4- Analise e conheça seu próprio perfil econômico-financeiro (se é gastador, se poupa etc.) antes de pegar um financiamento, para saber se terá condições de pagar as prestações. Hoje questões como a instabilidade de emprego dificultam mais ainda que se tenha uma previsão, a longo prazo, da possibilidade de pagamento das prestações.

5- Não engane o banco, dizendo que tem renda maior do que realmente tem. Forjar a renda, com a ajuda de familiares e/ou despachantes, é uma prática comum, mas não ajuda o mutuário a quitar o imóvel. Pelo contrário, só faz com que ele se engane, acabe pegando um crédito pelo qual não tem condições de pagar e tenha seu imóvel retomado.

6- Solicite uma minuta do contrato que vai assinar e leve a um profissional especializado de sua confiança, para que ele analise o documento e tire todas as suas dúvidas. Depois de assinado o contrato, o mutuário só consegue alterar cláusulas abusivas acionando a Justiça.

7- Após escolher o imóvel, certifique-se de que ele está liberado para venda, com nenhum ônus ou garantindo dívidas do proprietário. Solicite no Cartório de Registro de Imóveis uma certidão negativa de ônus e de propriedade. Faça também um levantamento sobre o imóvel junto à prefeitura, para se certificar de que não há nenhum tributo pendente (IPTU, por exemplo) e nenhuma irregularidade em relação à edificação ou documentação do imóvel.

8- Utilize todo o saldo que você tiver no FGTS como entrada, diminuindo o valor financiado. Além disso, saque seu FGTS a cada dois anos e amortize parte do saldo devedor, para se livrar mais rápido da dívida. Esse prazo é o mínimo permitido por lei.

9- Sempre que tiver dinheiro sobrando, decorrente de férias vencidas, 13º salário ou outros, use-os para amortizar o saldo devedor do financiamento. Não compensa você manter uma poupança, por exemplo, se você receberá TR + 6% ao ano de correção e juros, enquanto estará pagando TR + 8 a 12% ao ano no seu contrato de financiamento.

10- Opte por um plano de correção com índices que acompanhem a evolução de seu salário, normalmente com reajuste anual. O IPC era o índice oficial utilizado na correção da datas-base dos empregados da iniciativa privada, mas desde a implantação do Plano Real em 1994 não existe mais índice oficial. Na verdade utiliza-se como parâmetro nas livres negociações entre patrões e empregados o INPC e muitas vezes pode até não haver reajuste na data-base já que predomina a livre negociação salarial. Assim, buscar financiamentos atrelados ao IPC ou INPC é a melhor alternativa existente hoje.

Fonte: (ABMM) Associação Brasileira de Moradores e Mutuários

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