20/04/2008

Os riscos de ser fiador

Fonte: Jornal EXTRA

Quem aceita a proposta deve ter consciência da responsabilidade que está assumindo

No dicionário, a palavra fiador significa “aquele que abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado”. Ou seja, no momento em que se aceita a proposta, é preciso ter noção de que se está assumindo, realmente, uma dívida.

— É preciso ter consciência de que está se tornando o devedor principal daquela locação — alertou o vice-presidente do Secovi Rio, Manoel Maia.

Mas nem sempre é assim. Muita gente concorda em ser fiador por amizade ou generosidade e acaba colocando em risco os próprios bens. Segundo dados do Secovi Rio, em cerca de 2% dos quase um milhão de contratos de aluguel ativos no Rio, o fiador assume a dívida do locatário. Em 1% dos casos, os bens do fiador vão a leilão.

A aposentada Alba Vilar Pinto, de 86 anos, quase teve o apartamento leiloado. Ela foi fiadora para um sobrinho, que teve o aluguel do imóvel majorado de forma que não conseguiu mais pagar. O proprietário entrou na Justiça e ela foi salva por uma liminar da 3ª Câmara Cível.

— O desembargador tomou como base o estatuto do idoso e suspendeu o leilão — disse o advogado da aposentada, José Carlos Tajra.

Pesquisa

A primeira providência que o futuro fiador deve tomar é investigar se o afiançado (pessoa que está pedindo para tê-lo como fiador) tem reais condições de pagar o valor que está sendo cobrado de aluguel e condomínio.

Garantia

Outra dica do vice-presidente do Secovi Rio, Manoel Maia, é propor ao afiançado o pagamento de uma contra-garantia que pode ser, por exemplo, um cheque caução. Isso dá ao fiador mais tranqüilidade e faz com que o locatário se esforce o máximo para honrar o aluguel.

Avaliação

O fiador deve ter condições financeiras reais de assumir uma dívida, caso ela venha a ocorrer futuramente. “Quem aceitar fiar um imóvel tem que ter essa consciência e recursos para isso. É o que diz o ditado: é melhor amarelar uma vez do que ficar a vida toda no vermelho”, disse Maia.

Alternativa

O seguro-fiança tem sido a alternativa do mercado para evitar esse tipo de problema. Uma seguradora garante a fiança e, em troca, cobra uma taxa igual a um ou dois meses de aluguel por ano.

 

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