19/06/2009

Pague só pelo que usar

Fonte: Jornal da Tarde

Sistema de gestão pay-per-use domina serviços oferecidos em condomínios

O modo como espaços que oferecem serviços serão gerenciados pelo condomínio pode variar, mas o mais comum é se valer do sistema pay-per-use, onde o condômino paga apenas se utilizar o serviço.

Esses serviços não significam, necessariamente, taxas de condomínio maiores. Segundo Angélica Arbex, da Lello Condomínios, onde edifícios com serviços já representam 20% da cartela, essa cota pode ser diluída em empreendimentos maiores e variar entre R$ 400 e R$ 900.

Entre os espaços oferecidos, há os que exijam apenas a administração por um funcionário, como o Espaço Cinema, que precisa apenas de quem cuide da programação, enquanto o Espaço Mulher pode exigir a locação do espaço por empresas especializadas. ?Em qualquer caso, o serviço de gerente predial, pago por todos os condôminos, é essencial, para administrar e marca horários para utilização do espaço?, explica Angélica.

Como a maioria desses empreendimentos serão entregues nos próximos anos, a gerente afirma que não é possível analisar o lucro que esses espaços podem dar às empresas. Apesar de normas e regras para uso desses espaços passarem pela decisão em assembleia, ela lembra que a exploração do espaço por empresas pode ser decidida pelo próprio condomínio. ?Em um condomínio com mais de 200 pessoas, é difícil chegar a um consenso?, explica.

Para Sandro Gamba, diretor de incorporação da Gafisa São Paulo, esses serviços geram o uso de áreas que poderiam ficar apenas equipadas, o que, além de aproveitar a vocação do empreendimento, pode gerar renda para o condomínio, que pode utilizá-la para reformar e constante valorização do imóvel.

Marcio Bagnato, gerente de relacionamento com construtoras da Habitacional Imóveis, acredita que os principais fatores que impulsionaram a criação de serviços dentro dos condomínios foram o aumento da violência na cidade, aumento das despesas condominiais e elevação dos congestionamentos.

?Serviços como spa e salão de beleza, em geral, são explorados comercialmente por empresas especializadas. Nesses casos os custos podem ser subsidiados, uma vez que o espaço já é do condomínio e ele pagará somente pelo serviço, gerando uma redução de 30% a 40%?, conta.

Nem sempre a administração dos espaços fica com o condomínio. Há incorporadoras que já verificaram o potencial desses serviços e possuem divisões apenas para administrá-los em seus próprios empreendimentos, como a Cyrela.

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