03/07/2009

Paisagem mais moderna

Fonte: Jornal da Tarde

Cidade recebe salas comerciais mais amplas e residenciais com mais vagas na garagem

Com entrada de grandes incorporadoras da Capital, como Tecnisa e Agra, no mercado imobiliário de Santos, o perfil dos empreendimentos da cidade mudou nos últimos anos. Ao lado de edifícios antigos, com no máximo dez andares e instalações ultrapassadas em frente à orla, aparecem prédios maiores, a três ou quatro quarteirões da praia.

Entre eles, destacam-se prédios comerciais flexíveis. Um deles é o Win Work, da construtora Lindenberg. O prédio abriga tanto salas destinadas a profissionais liberais quanto grandes empresas, que podem ocupar mais de um andar do edifício, composto por laje de 480 m2 quem pode ser dividida em quatro salas de 120 m2 . O preço do metro quadrado, consequentemente, sobe de cerca de R$ 4 mil m2 para R$ 6 mil m2.

“Notamos a falta de escritórios de padrão mais alto com o aumento da procura por empresas que atuam no porto, mas, principalmente, investidores que pediram um produto diferenciado para locação, investimento mais atrativo agora com a queda da taxa de juros”, explica o diretor executivo da construtora, Adolpho Lindenberg Filho.

Ele vê o segmento comercial como o próximo ciclo do setor imobiliário na cidade. “O residencial já está mais difícil vender. Todos os incorporadores lançaram ao mesmo tempo. Falta demanda.”

Para o diretor regional do Secovi, Domingos Nini Oliveira, o sistema modular, com grandes lajes segmentadas, é um meio de amenizar os riscos de comercialização e atingir diversos tipos de empresas.

Ele acredita que Santos seja uma cidade consolidada que pode apenas reverter a diminuição no crescimento que teve nos últimos anos. “Com a modernização dos portos, a cidade perdeu muitos postos de trabalho e exportou mão-de-obra pertencente à classe média alta.”

A expansão da cidade, para Domingos, deve impulsionar o crescimento da Praia Grande, que ainda tem metro quadrado mais barato. “Apesar de ser mais forte como segunda residência, cresce o número de moradores na cidade.”

Segundo Fabio Romano, diretor de incorporação da Yuny, muitas pessoas buscam em Santos um lugar mais tranquilo sem perder o clima urbano, com infraestrutura. “Obras como praias mais limpas, ruas arborizadas e intervenções em avenidas e corredores comerciais valorizaram a região.”

Em 2002, estima, não haviam lançamentos por mais de R$ 3,5 mil o m². Hoje, esse preço pode chegar a R$ 6 mil o m².

“Haviam muitos prédios antigos, sem terraço, área de lazer e vagas de garagem insuficientes para agradar família. Hoje, encontramos apartamentos com dois, três e quatro dormitórios que podem ter de 70 m² a 130 m² de área.”

A imobiliária Abyara Brokers quer lançar pelo menos R$ 2 bilhões de Valor Geral de Vendas entre 2010 e 2014 na cidade e inaugurou nesta semana um novo escritório na região.

”Alguns lançamentos para a classe média tiveram bom resultado. Considerando os índices de segurança e desenvolvimento humano na cidade, não dá para ficar de fora”, diz Rogério Santos, vice-presidente da empresa.

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