14/01/2007

Para cair na água sem conflitos

Fonte: O Estado de S. Paulo

Regulamento interno deve ter normas claras a respeito do uso da piscina por crianças, moradores e visitantes

Monalisa Lins/AEZap o especialista em imóveisConscientização – Moradores devem evitar o uso de óleos bronzeadores antes de entrar na piscina para não prejudicar tratamento da água

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chega o verão e as piscinas dos prédios ficam naturalmente mais cheias de banhistas. É neste momento também que podem ocorrer alguns conflitos no condomínio, como no caso do Vale do Sol, em Cangaíba, zona leste: “O maior problema nosso é que a churrasqueira fica ao lado da piscina”, afirma a síndica Valéria Ribeiro. “O pessoal toma umas e outras e depois quer se jogar na água”, relata.

Após o caso extremo de um visitante que resolveu nadar de roupa, a síndica teve de tomar uma medida “drástica”. Quem está na área da churrasqueira não pode mais ter acesso à piscina. Em caso de desobediência, a pena é multa de uma taxa condominial – R$ 135,00.

No condomínio de Valéria, a área de lazer é muito concorrida. “Tinha parente de morador que vinha passar as férias aqui só por causa da piscina.” Para evitar a superlotação, a saída foi mudar o regulamento. O limite passou a ser dois visitantes de até 7 anos por unidade. Mesmo assim, havia morador que tentava burlar a regra. “Tinha gente que dizia: “Meu sobrinho tem só 7 anos.” Quando eu via, o menino tinha dois metros de altura”, brinca.

Nestes casos, o condomínio também passou a aplicar multa. “O pessoal aceitou porque sabia que havia abuso. A piscina não é suficiente nem para os moradores.” No Vale do Sol moram cerca de 400 pessoas em 152 unidades e quatro torres.

Visitantes

Problemas com os visitantes são os mais comuns em prédios com piscina, de acordo com a gerente-administrativa do grupo Riema, Ivete Martins. Dependendo do tamanho do empreendimento, o ideal é limitar o número de visitas. “Duas pessoas por unidade, sempre acompanhadas pelo morador, é a regra mais comum”, afirma. Há ainda condomínios que proíbem expressamente o acesso de não moradores à piscina.

Outro sério problema são as crianças desacompanhadas. “Não pode ser liberado o acesso a elas, pois é alto o risco de acidentes nesses casos”, afirma Angélica Arbex, gerente de condomínios da imobiliária Lello. Legalmente, o condomínio não pode ser responsabilizado em caso de algum acidente desse tipo.

Os moradores também devem ser conscientizados de que o uso de óleos e bronzeadores na piscina prejudica o tratamento da água. Da mesma forma, vai do bom senso não usar a piscina em caso de doença de pele ou outras infecções transmissíveis pela água. “Os condomínios não são como clubes, onde o acesso da área de lazer é vigiado. Alguns exigem atestado médico na administração. Mas essa é uma medida mais paliativa do que de controle”, afirma Carmen Wallerstein, supervisora de condomínios do grupo Hubert.

De acordo com a diretora-geral da Adbens, Ana Paula Pellegrino, para evitar que os conflitos aumentem no verão, é necessário ter um regulamento interno claro a respeito do uso da área de lazer. “É importante aprovar esse documento, incluindo nele todos os aspectos que os moradores entenderem por bem, de acordo com o perfil do prédio”, afirma. Angélica Arbex, da área de condomínios da Lello, acrescenta que o regulamento deve ficar em local visível, de preferência, na área da piscina.

De olho nas regras

Regras claras – O regulamento interno do condomínio deve trazer regras claras a respeito do uso da área da piscina e estipular penalidades em caso de descumprimento. É também recomendável que as regras sejam afixadas em local visível, de preferência perto da entrada para banhistas.

Visitantes – Não existe uma norma geral, mas é comum que condomínios limitem o número de visitantes por unidade. O mais comum é permitir apenas duas pessoas, sempre acompanhadas do morador.

Crianças – O regulamento deve estabelecer a obrigatoriedade da presença de acompanhantes adultos, para o acesso de crianças à piscina, já que o condomínio não pode ser responsabilizado em caso de acidentes.

Óleos e bronzeadores – O uso deve ser proibido, já que as substâncias podem comprometer o tratamento da água.

Exame médico – Não é praxe condomínios cobrarem exames ou atestados médicos para liberação do uso da piscina. Vai do bom senso de cada morador.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.