10/02/2008

Para um prédio de 50 apartamentos, segurança custa cerca de R$120 mil

Fonte: O Globo

Associação alerta para a importância de dominar as máquinas

O preço da segurança pode variar muito. Embora um kit básico para uma casa custe cerca de mil reais, o engenheiro Hélio Sinohara, da Future House Automação, conta que recentemente fez um projeto que custou R$6,6 mil. As câmeras das duas portas eram do tipo olho mágico — iguaizinhas àquelas pequenas lentes que permitem que o morador olhe de dentro para fora sem ser notado, com sistema de gravação e transmissão das imagens pela internet.

Para a proteção dos edifícios, também há muitas novidades. Portarias blindadas e treinamento de funcionários e de moradores, para evitar situações de perigo, já não são mais suficientes: as quadrilhas estudam a arquitetura dos prédios-alvo para descobrir a melhor forma de invadi-los. Por isso, além dos equipamentos nas áreas comuns do edifício, é cada vez mais freqüente que o sistema adotado pelo condomínio inclua sensores magnéticos e microcâmeras nas portas de cada apartamento.

Sinohara explica que, atualmente, muitos prédios optam por instalar o equipamento conhecido como “vídeo-porteiro coletivo”, que agrega a segurança à intercomunicação do condomínio. Funciona da seguinte forma: um interfone tradicional fica na portaria do condomínio com uma câmera acoplada. Se forem vários blocos, cada um deles terá o seu painel. Cada apartamento tem seu interfone com monitor, de modo que o morador pode ver quem está tocando o interfone. Além da opção de instalar uma câmera na porta do apartamento.

— Com um sensor magnético na porta, para o caso de arrombamento, e um sensor de movimento na sala do imóvel, a portaria ou a central de segurança do prédio será acionada para chamar a polícia. O sistema também pode incluir um botão de pânico e o controle de acesso de moradores via cartão, tanto na área de pedestres como na garagem — informa o engenheiro, que calcula que um edifício de 50 apartamentos gastará, em média, R$120 mil na instalação de um sistema desses.

Preço de projeto deve incluir treinamento e manutenção

Oswaldo Oggiam, diretor de Comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), lembra que os dispositivos só são realmente úteis quando as pessoas os usam corretamente.

— Parece óbvio, mas nem todas as pessoas estão acostumadas a ativar e desativar alarmes ou verificar a câmera de segurança antes de sair de casa. Muitas nem dominam os alarmes de emergência da casa. É preciso uma mudança de comportamento, quando se instala um sistema de segurança — ressalta Oggiam.

O diretor da entidade recomenda que, ao contratar um projeto de segurança eletrônica, o morador ou o síndico do condomínio verifique se a empresa incluiu no orçamento os custos com infra-estrutura (adaptações nas residências), treinamento do pessoal que usará os equipamentos (no caso dos condomínios) e sua manutenção.

— O contrato deve especificar até mesmo o tempo que a empresa levará para ir ao imóvel em caso de pane dos equipamento — acrescenta Oggiam, informando ainda que hoje, no país, há cerca de 420 mil imóveis monitorados por sistemas eletrônicos.

 

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