05/02/2010

Para viver em paz com os vizinhos, donos de cães precisam se “adestrar”

Fonte: Jornal da Tarde
A gerente de marketing Andrea Farias e Toddy:

Os cães estão entre os principais motivos de conflitos entre moradores de condomínios, principalmente pelo barulho que podem fazer. De acordo com um levantamento da Lello Condomínios, o barulho excessivo e nos fins de semana respondem por 40% das multas aplicadas aos moradores, e nelas estão incluídos ruídos causados pelos bichos nas áreas comuns. A razão para isso, em geral, é a falta de bom senso dos seus donos, e são situações que poderiam ser resolvidas com a obediência às regras do prédio.

“Conflitos por causa de cachorros são comuns em todos os padrões de condomínio”, afirma Omar Anauate, diretor de Condomínio da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic). Os regulamentos internos atuais fazem restrições à presença de animais que causem grande incômodo, como excesso de barulho e mau cheiro, ou sejam agressivos e representem risco para os demais moradores.

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“As convenções mais antigas proibiam a presença de animais nos prédios, mas se o animal tiver comportamento adequado, os donos conseguem na justiça garantir sua presença nos condomínios”, explica ele.

Os animais também não podem prejudicar a tranqüilidade e a higiene do condomínio e nem a saúde dos demais moradores.

“É importante que o dono tenha bom senso e não deixe sujeira nas áreas comuns e não deixe o animal fazer barulho”, destaca Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert de Administração de Condomínios e vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

“Em determinados casos, com o animais selvagens como cobras, lagartos, iguanas, entre outros, e sempre que houver dúvida, o síndico não deve assumir a responsabilidade e deve convocar uma assembleia para que o maior número possível de moradores opine, pois a assembléia é o órgão soberano do condomínio. O condomínio só não pode decidir sobre algo que desobedeça as leis municipais, estaduais e federai sem vigor.”

A gerente de marketing Andréa Farias, 37 anos,tem cachorro em casa e acredita que o segredo para evitar conflitos é saber conviver em comunidade. Ela mora em um condomínio com quatro edifícios no Morumbi e diz que, seguindo as normas do local – como usar o elevador de serviço, manter o cão na guia e levá-lo para fazer as necessidades na rua sem esquecer de recolher as fezes -, não há como ter problemas.

“Meu cachorro, o Toddy, é mini pincher e fica o dia todo sozinho e passa a maior parte do tempo dormindo e só late quando alguém passa no corredor”, conta.

“Tenho convivência tranquila porque observo as normas. O condomínio ainda recomenda antes de entrar no elevador perguntar se as pessoas se incomodam de subir como cachorro.”

3 Comentários

  1. Acredito que não só os donos precisam se adestrar, os funcionários dos condomínios também precisam.Esta reportagem chegou em bom momento. Fiquei muito satisfeita e segura, uma vez que estou passando pela situação. No prédio em que sou inquilina, tem como zelador um mal-educado que não simpatiza comigo e resolveu pegar “na pata” da minha Lhasa Apso. Mandou advertência pra que ela use corrente e focinheira quando estivermos pela área comum.Ela é mansa como outros cachorros do condomínio, que não receberam nenhuma advertência.

  2. Os que amam animais , assim como eu amo, tem que entender que o direito de ter os mesmos , só existe de fato quando somos os únicos a conviver com eles. Quando dividimos o espaço com outras pessoas temos que entender que até mesmo o ambiente é dividido e não individual como podemos pensar, então, os direitos são amplos e também restritos, e , só existe conflito quando os interesses não são convergentes, neste caso, ao adquirir um imóvel, o comprador tem que ter certeza que é permitido manter animais no local, pois nosso direito acaba quando começa o do outro. Ainda, o pior incômodo referente a animais é o barulho, então, se seu cão late, não é direito seu fazer com que os outros suportem os latidos do seu cão.

  3. Ola, boa noite. Boas regras de convivencias sao necessarias contudo, desmandos de sindicos que se acham “senhores feldais” são verdadeiros absurdos. Tem tanta coisa que incomoda mais….musica alta, palavras de baixo calao, gritaria de criancas mal educadas, fofoca, etc. Ninguem e obrigado a gostar de animais, por mais que isso me pareca estranho, mas querer impor suas “vontades”, mesmo que acordadas em assembleias, e sobrepor o direito de propriedade que todos temos, conforme instituido na Constituicao Federal. Se o animal de estimacao do seu vizinho lhe incomoda pela sua “simples existencia”, o problema, nesse caso, certamente nao esta com ele!!

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