04/12/2008

Paulista dribla crise e vai à praia

Fonte: Jornal da Tarde

Aumento da procura por casas e apartamentos no litoral do Estado faz preço das diárias disparar

A crise econômica mundial não alterou os planos dos turistas do Estado de São Paulo para a temporada de verão. A procura por imóveis no litoral, em alta desde outubro, fez os preços das diárias dispararem em várias cidades. Em algumas praias, cerca de 90% dos imóveis já estão reservados.

Ao que parece, a crise passou longe de cidades como Santos, Guarujá, Monguagá e Itanhaém. No litoral central, de acordo com levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), casas com três quartos estão sendo alugadas para o réveillon, em média, por R$ 960 por dia. No ano passado, o preço era R$ 275 (confira ao lado).

“A crise não chegou à Baixada Santista”, confirma Carlos Manoel Ferreira, delegado regional do Creci de Santos e proprietário da Carlos Ferreira Imóveis. Na cidade, as reservas para a temporada já chegam a 90% dos imóveis disponíveis. “O turista não vai deixar de viajar. E se vier para Santos em janeiro, não vai encontrar imóveis vazios.”

Segundo o Creci, a alta dos preços está ligada ao aumento da procura. “O que regula o valor das diárias é a oferta e a procura. E o interesse está grande”, diz o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

Dois fatores podem estar contribuindo para o aquecimento do mercado. Primeiro, a própria crise econômica, que faz algumas famílias trocarem a viagem internacional por um período na praia. “Houve colegas que atenderam pessoas que desistiram de viajar para outro país”, confirma Viana Neto. Além disso, os temporais em Santa Catarina levaram alguns paulistas a procurar praias mais próximas.

“O paulista não vai deixar de ir para o litoral por causa da crise. Ao contrário, a tendência é de que o movimento aumente”, diz Gerson Fratechi, delegado regional do Creci no litoral norte. Na região, apenas 30% dos imóveis ainda estão disponíveis.

Nas praias de Ubatuba, porém, os valores médios das diárias registraram retração em relação ao ano passado. “Temos muita oferta, então os preços caem”, diz Fratechi.

Mesmo assim, a prefeitura de Ubatuba espera que, nesta temporada, mais de 1,5 milhão de turistas visitem a cidade entre dezembro e fevereiro. No Guarujá, a previsão é de 3 milhões. Em Santos, devem passar 3 milhões de turistas.

A assistente social Roseli Imperial Pegajo, de 49 anos, será uma delas. “Posso deixar de ir para Santos por outras razões, mas não por causa da crise”, garante a paulistana. “Passo o réveillon todos os anos na cidade, mas este ano devo ir em janeiro. A crise não alterou em nada minha vida.”

AINDA DÁ TEMPO – Boa parte dos imóveis do litoral paulista já está reservada para a temporada de verão. Mas ainda é possível encontrar algumas opções. Em janeiro, a locação deve ficar mais difícil.

O Creci aconselha os interessados a procurar imobiliárias instaladas nas cidades de interesse. Assim, é possível fazer uma pesquisa de preços e evitar enganos.

Quem aluga diretamente com o proprietário, sem conhecer a região ou o estado de conservação do imóvel, está sujeito a surpresas desagradáveis. É importante certificar-se de que o imóvel está realmente próximo das melhores praias e possui boa infra-estrutura.

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